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Brasil

Dólar fecha abaixo de R$ 2,20, e Bolsa sobe 2,64% por decisão do BC dos EUA

18 Set 2013 - 17h42

O dólar comercial teve forte queda nesta quarta-feira (18), depois que o banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve, Fed) anunciou que vai manter, por enquanto, seu programa de estímulos econômicos sem alterações.

A moeda norte-americana desabou 2,89%, e fechou valendo R$ 2,194 na venda. É a maior queda diária desde o dia 23 de agosto (-3,23%), e o menor valor de fechamento desde 28 de junho, quando o dólar valia R$ 2,189.
Bolsa e dólar

A Bovespa teve forte alta, também embalada pelo otimismo nos mercados globais depois da decisão do Fed.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou com ganhos de 2,64%, aos 55.702,9 pontos. É a maior pontuação final desde 28 de maio, quando a Bolsa fechou com 56.036,26 pontos.
Fed mantém estímulo

Após uma reunião de dois dias, o BC dos EUA anunciou que vai manter sua atual política monetária, que injeta todo mês US$ 85 bilhões na economia do país. A decisão surpreendeu investidores no mundo todo, que esperavam uma redução desse pacote.

O Fed informou que, nas próximas reuniões, vai avaliar se os dados continuam mostrando a melhora do mercado de trabalho e da inflação.

"O comitê decidiu aguardar mais evidências de que o progresso será sustentado antes de ajustar o ritmo de suas compras", disse o Fed em comunicado.

O Fed reiterou ainda que não começará a elevar os juros até que o desemprego caia ao menos para 6,5%, desde que a inflação não ameace ir acima de 2,5%. A taxa de desemprego nos EUA estava em 7,3% em agosto.

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Conheça dez erros comuns ao investir na Bolsa10 fotos
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COMPRAR NA ALTA, VENDER NA BAIXA. É realmente muito dificil acertar o momento de comprar ou vender uma ação, mas esse erro consagrado de investimento muitas vezes ocorre por pura falta de estratégia. "O investidor toma a decisão [de aplicar em ações] porque saiu na mídia que a Bolsa bateu recorde, ou porque subiu mais de 80% num ano", diz o consultor André Bona, da Valor Investimentos. Quase sempre, o cenário que favoreceu esse fato já mudou 05.out.200 - Alex Almeida/Folhapress
Bolsas Internacionais

As Bolsas europeias e asiáticas fecharam antes da decisão do Federal Reserve, e os investidores se comportaram de forma diferente.

As ações europeias subiram, e fecharam perto de seus recordes em cinco anos.

O índice das principais ações europeias FTSEurofirst 300 fechou em alta de 0,5%, a 1.258 pontos, liderado pelos papéis do setor de tecnologia.

Em Londres, o índice Financial Times recuou 0,17%, a 6.558 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,45%, para 8.636 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 teve alta de 0,6%, a 4.170 pontos.

Já as ações asiáticas, em sua maioria, subiram pouco ou fecharam em queda. O índice japonês Nikkei foi exceção, com salto de 1,35%.

A Bolsa de Xangai e Cingapura subiram 0,29% e 041%, respectivamente.

Hong Kong caiu 0,27%, Taiwan perdeu 0,49% e Sydney recuou 0,25%. A Bolsa de Seul não abriu devido a um feriado.

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