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Dólar fecha a R$ 2,762 e volta a cotação de junho de 2002

17 Nov 2004 - 17h42

À espera da decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central sobre a taxa básica de juros, o dólar encerrou em queda nesta quarta-feira, vendido a R$ 2,762, menor preço de fechamento desde 19 de junho de 2002.

Operadores disseram que um movimento de venda de dólares por bancos estrangeiros ajudou a compensar a atuação de um grande banco nacional na ponta de compra e fez com que a divisa norte-americana recuasse 0,90%. Na mínima do dia, o dólar chegou a R$ 2,759 - cotação mais baixa do ano durante os negócios.

Segundo analistas, a valorização do real também acompanhou o movimento de enfraquecimento do dólar frente a outras moedas.

"O euro rompeu um nível técnico importante, ainda mais depois do Snow parecendo descartar uma intervenção no mercado de moedas", afirmou Alexandre Vasarhelyi, responsável por câmbio do banco ING.

"Com isso, o espaço para a apreciação do real aumentou mais ainda", disse ele.

O euro atingiu novo recorde de alta contra o dólar nesta quarta-feira, a US$ 1,3047. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, John Snow, afirmou durante visita a Londres que os Estados Unidos não podem impor valores cambiais e que os países não devem desvalorizar suas moedas em prol da prosperidade. As declarações foram interpretadas globalmente como um sinal de que os EUA não vão intervir para segurar o dólar.

"O dólar está caindo frente a outras moedas. A reeleição de (George W.) Bush não é boa para o dólar porque a tendência é que ele aumente o déficit público norte-americano", disse o analista de um grande banco estrangeiro.

De acordo com Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy, os baixos preços de petróleo e o declínio do risco Brasil também favoreceram o bom-humor no mercado.

Às 16h51, o petróleo para dezembro em Nova York subia US$ 0,74 e era negociado a US$ 46,85 o barril. O risco-país, medido pelo JP Morgan, caía 10 pontos para 428 pontos-básicos sobre os títulos do Tesouro norte-americano.

"O petróleo deu uma trégua, acredito até que não venha um aumento significativo no preço do combustível", disse Vogeler.

O operador acredita ainda que o Banco Central brasileiro não deve intervir no mercado de câmbio, já "que está mais de olho no alívio da inflação".

O Banco Central divulga nesta quarta-feira sua decisão sobre a taxa básica de juros, atualmente em 16,75%, e, segundo analistas, uma alta dos juros favorece o declínio do dólar, já que aumenta a possibilidade de ingressos no país.

 

Invertia

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