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Brasil

Dois prefeitos são alvos de investigação eleitoral

23 Set 2004 - 14h36
Os prefeitos de Camapuã e Miranda, Moisés Neri (PMDB) e Elizabeth Almeida (PT), respectivamente, estão sendo investigados pela Justiça Eleitoral sob acusações de “compra de voto”, uso da máquina e tentativa de suborno. Os fatos ainda estão sendo apurados pela Justiça.
Na terça-feira (21), o ex-fotógrafo do prefeito de Camapuã, Luiz Carlos Franco Vieira, foi detido pela Polícia Federal, em Campo Grande, acusado de tentar subornar o proprietário do semanário Última Hora, Eduardo Ribeiro Carvalho.
Na ocasião, Luiz Carlos foi detido pela PF com matérias que seriam publicadas no semanário contra o candidato a vereador Juarez Pereira, que disputa a reeleição, e contra os adversários da campanha majoritária, além do dinheiro negociado para a publicação das matérias.
Nos termos circunstanciais colhidos pela PF, o proprietário do jornal afirmou que foi procurado, no primeiro contato, por Auro Silva, proprietário do Instituto Índice Pesquisa de Opinião e Mercado, que ofereceu R$ 30 mil em troca de o jornal deixar de criticar o atual prefeito de Camapuã. No decorrer dos acontecimentos, as propostas foram caindo até chegar ao valor de R$ 5 mil, que seriam pagos em duas parcelas. O proprietário do Última Hora declarou que disse a Luiz Carlos que usaria o material se pudesse comprovar as acusações.
Eduardo denunciou a tentativa de suborno, que possibilitou o flagrante delito de Luiz Carlos. E ele negou as acusações e disse que o primeiro contato partiu de Eduardo, que tentou negociar espaço e matérias com o prefeito.
Por se tratar de questão político-eleitoral, a PF encaminhou os termos circunstanciais para a Justiça Eleitoral que, a partir de agora, investigará os fatos.

MIRANDA
Após representações apresentadas pelo promotor eleitoral Tiago de Giulio Freire, o Ministério Público Eleitoral ajuizou duas ações, sendo que uma pede a cassação dos registros das candidaturas da prefeita Elizabeth de Almeida, de seu vice, Neder da Costa Vedovato (PL) e da candidata a prefeita Odete Alves da Silva (PP). Conforme a representação, o ex-vereador Aparecido Rojo, marido de Odete, estaria aliciando eleitores com materiais de construção comprados com nota fiscal em nome da prefeitura. A segunda ação pede a cassação do registro da candidatura da prefeita pelo uso de um ônibus da prefeitura para transportar eleitores em comício realizado no último dia 15. As informações são do Campo Grande News.

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