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Distrito de Picadinha está tensa em função de disputa de terras

19 Jun 2007 - 10h54
“Não se faz justiça, cometendo injustiça”, foi a frase de Darci Decian, 43, ao comentar a situa-ção de intranqüilidade vivida pelas dezenas de famílias moradoras no Distrito de Picadinha, a 20 quilômetro de Doura-dos, sentido Itahum.  Darci, acompanhado do presidente da Associação de Moradores da Picadinha, Neri Decian, 48, (Malhado) alegou que de uns três ou quatros anos para cá a harmonia que reinava na comunidade acabou, principalmente depois do surgimento da Associação Rural Dezidé-rio Felipe de Oliveira (ARQDEZ), que reivindica a posse de quase quatro mil hectares de terra no distrito. “Não temos nada contra ninguém, chega-mos na Picadinha no final da década de 70, compramos terras e pagamos o preço justo, não rou-bamos e não ocupamos espaço que não é o nosso”, brada.

“De uns tempos para cá, a coisa tomou rumo que pegou todos nós de sur-presa, na verdade a mai-oria do pessoal está sen-do usado como massa de manobra, por irresponsáveis que querem se be-neficiar politicamente”, adianta Darci. “Se o governo deseja realmente ajudar estas pessoas que compre outra área e en-trega para eles”, argumenta Malhado. Eles a-firmam que a comunidade, agora denominada Quilombola, conta com pessoas íntegras, traba-lhadoras e honestas e que respeita todos. “Essa gente trabalhava conos-co, eles usavam máqui-nas, óleo diesel, calcário, o que precisasse para plantar, não cobramos nada por isso e nunca negamos, sempre os auxiliamos”, afirma Malhado. “Foi uma facada pelas costas, mas eles não têm culpa, sabemos do interesse por traz disso, a verdade virá com certeza”, diz em tom de desabafo.

“Na Picadinha tem mora-dores como Antônio Eu-lógio Lopes e José Tibiri-ça, para citar exemplo, que conhecem a realida-de da localidade há vá-rios anos e nunca se ou-vira, falar em quilombola ou coisa parecida”. “Tem documentos comprobató-rios sobre a legitimidade de vendas de terras, não somos ladrões, bandidos, somos famílias honestas em busca de paz e que a harmonia que sempre perdurou na Picadinha possa retornar o breve possível”. “Nossa versão também precisa ser res-peitada”, diz.

MPF – O processo trami-ta no Instituo Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), e segun-do o Ministério Público Federal, que acompanha o caso, o Incra contra-tou o antropólogo que realizará os levantamen-tos, afim de identificar ou não, se a área é rema-nescente de Quilombo.   

 
 
Fátima News

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