Menu
SADER_FULL
sexta, 18 de janeiro de 2019
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
ITALÍNEA
Brasil

Distrito de Picadinha está tensa em função de disputa de terras

19 Jun 2007 - 10h54
“Não se faz justiça, cometendo injustiça”, foi a frase de Darci Decian, 43, ao comentar a situa-ção de intranqüilidade vivida pelas dezenas de famílias moradoras no Distrito de Picadinha, a 20 quilômetro de Doura-dos, sentido Itahum.  Darci, acompanhado do presidente da Associação de Moradores da Picadinha, Neri Decian, 48, (Malhado) alegou que de uns três ou quatros anos para cá a harmonia que reinava na comunidade acabou, principalmente depois do surgimento da Associação Rural Dezidé-rio Felipe de Oliveira (ARQDEZ), que reivindica a posse de quase quatro mil hectares de terra no distrito. “Não temos nada contra ninguém, chega-mos na Picadinha no final da década de 70, compramos terras e pagamos o preço justo, não rou-bamos e não ocupamos espaço que não é o nosso”, brada.

“De uns tempos para cá, a coisa tomou rumo que pegou todos nós de sur-presa, na verdade a mai-oria do pessoal está sen-do usado como massa de manobra, por irresponsáveis que querem se be-neficiar politicamente”, adianta Darci. “Se o governo deseja realmente ajudar estas pessoas que compre outra área e en-trega para eles”, argumenta Malhado. Eles a-firmam que a comunidade, agora denominada Quilombola, conta com pessoas íntegras, traba-lhadoras e honestas e que respeita todos. “Essa gente trabalhava conos-co, eles usavam máqui-nas, óleo diesel, calcário, o que precisasse para plantar, não cobramos nada por isso e nunca negamos, sempre os auxiliamos”, afirma Malhado. “Foi uma facada pelas costas, mas eles não têm culpa, sabemos do interesse por traz disso, a verdade virá com certeza”, diz em tom de desabafo.

“Na Picadinha tem mora-dores como Antônio Eu-lógio Lopes e José Tibiri-ça, para citar exemplo, que conhecem a realida-de da localidade há vá-rios anos e nunca se ou-vira, falar em quilombola ou coisa parecida”. “Tem documentos comprobató-rios sobre a legitimidade de vendas de terras, não somos ladrões, bandidos, somos famílias honestas em busca de paz e que a harmonia que sempre perdurou na Picadinha possa retornar o breve possível”. “Nossa versão também precisa ser res-peitada”, diz.

MPF – O processo trami-ta no Instituo Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), e segun-do o Ministério Público Federal, que acompanha o caso, o Incra contra-tou o antropólogo que realizará os levantamen-tos, afim de identificar ou não, se a área é rema-nescente de Quilombo.   

 
 
Fátima News

Deixe seu Comentário

Leia Também

ROTEIRO ESPECIAL PARA O RIO DE JANEIRO
Roteiro diferente para continuar conhecendo o Rio de Janeiro
DICA DE TURISMO E FÉRIAS
Dicas para curtir uma temporada em Arraial do Cabo
LUTO - ESPORTE
Morre Jackelyne da Silva, ginasta da seleção brasileira, aos 17 anos
LUTO NA MÚSICA
Cantor sertanejo Marciano morre aos 67 anos, vítima de enfarto
CARNAVAL É NO CAMPO BELO RESORT
Carnaval é no Campo Belo Resort, reserve já seu lugar nesse bloco - Confira os pacotes
MS EM ALERTA
Meteorologia alerta para a possibilidade de chuva forte no fim de semana no MS
DECEPCIONADA
Regina Duarte surpreende e se posiciona contra atitude de Bolsonaro
SATÂNICO
Mulheres são presas acusadas de torturar criança de apenas dois anos que teve rosto desfigurado
INSPIRAÇÃO
Idoso se forma em Direito aos 94 anos, após morte da esposa
POLEMICA
Movimento Gay quer tirar Bíblia de circulação no Brasil, diz Damares