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Diretor da Agepen diz que presídio de Amambai é modelo

1 Set 2007 - 07h48

Em visita ao EPAM (Estabelecimento Penal de Amambai), o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), coronel PM Hilton Vilassanti, mostrou-se impressionado com o trabalho realizado pela direção e apontou o presídio de segurança mínima com um exemplo a ser seguido pelas demais unidades prisionais do Estado.

Acompanhado pelo juiz César de Souza Lima, da 1ª Vara de Execuções Penais da Comarca de Amambai, pelo promotor de Justiça Ricardo Rotunno, da 2ª Promotoria da Comarca, pelos diretores dos regimes fechado e aberto do EPAM, Alexandre Ferreira e Antônio Jorge Tavares, entre outras autoridades, Vilassanti visitou as instalações do presídio no setor do regime fechado e do semi-aberto, conheceu as limitações que o presídio tem e também os trabalhos e as ações desenvolvidas pelos internos no estabelecimento penal, entre eles, a escola e locais onde os detentos trabalham e desenvolvem atividades.

O diretor da Agepen também tomou conhecimento dos trabalhos realizados pelos detentos que cumprem pena no regime semi-aberto, que, através de uma parceria entre o Poder Judiciário e a Prefeitura de Amambai, possibilita a saída dos reeducandos para prestar serviços externos para o município e sobre as oficinas que funcionam dentro das instalações do presídio, onde, ao trabalhar, os detentos, além de receberem remissão de pena, também são remunerados.

“Fiquei impressionado com as instalações e o trabalho que vem sendo desenvolvido aqui em Amambai. O Poder Judiciário, o Ministério Público Estadual, o Conselho da Comunidade local e nossos funcionários estão de parabéns. Visitei vários presídios de nosso Estado nos últimos dias e posso afirmar que o trabalho que está sendo realizado aqui em Amambai serve de exemplo para todo o Mato Grosso do Sul”, finalizou Hilton Vilassanti.

Perguntado sobre a questão da superlotação no Estabelecimento Penal de Amambai onde mais de 190 presos dividem espaço onde deveriam abrigar apenas 67, o diretor foi enfático ao afirmar que a superlotação é um problema em todos os 36 estabelecimentos penais do Estado. “Hoje a população carcerária em Mato Grosso do Sul é o dobro do que a estrutura comporta. Visando buscar uma solução para esse problema estamos visitando cada um dos nossos 36 estabelecimentos penais espalhados em 14 municípios do Estado, realizando um levantamento a situação de cada um dos presídios para a elaboração de um relatório e discutir com o Governador do Estado, André Puccinelli, meditas a serem tomadas para suprir ou pelo menos amenizar esse déficit”, relatou.

Vilassanti também comentou sobre o pedido do Poder Púbico Municipal em relação à retirada do presídio da região central da cidade em Amambai. “Já recebi essa reivindicação e afirmo que é possível, desde que se ofereça uma estrutura adequada, porém uma ação dessa natureza exige planejamento e não deve ser realizada a curto prazo tendo em vista o alto custo”, disse.

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