Menu
PASSARELA
sábado, 21 de julho de 2018
SADER_FULL
Busca
ITALÍNEA
Brasil

Desmatamento causa avanço da malária no Brasil

17 Jun 2010 - 06h38Por Reuters
A devastação da Amazônia contribui com a proliferação de mosquitos e pode fazer com que aumente a incidência de malária, disseram pesquisadores dos Estados Unidos nesta quarta-feira.

Eles descobriram um aumento de 48 por cento nos casos de malária em um município brasileiro que havia perdido 4,2 por cento da sua cobertura vegetal nativa.

Essas conclusões, publicadas na revista Emerging Infectious Diseases, mostra uma correlação entre a derrubada de árvores, a proliferação dos mosquitos e a maior incidência de infecções em humanos.

"Parece que o desmatamento é um dos fatores ecológicos iniciais que podem desencadear uma epidemia de malária", disse Sarah Olson, da Universidade de Wisconsin, que participou do estudo.

Por telefone, o professor Jonathan Patz, coordenador do estudo, disse que "a política de conservação e a política de saúde pública são uma mesma coisa." "A forma como gerimos nossa paisagem e, nesse caso, a floresta tropical tem implicações para a saúde pública."

A malária, doença causada por um parasita transmitido por mosquitos, mata cerca de 860 mil pessoas por ano no planeta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O Brasil tem cerca de 500 mil casos anuais, em geral transmitidos pelo mosquito anófeles.

A equipe de Patz tem monitorado as alterações na população de mosquitos com relação à derrubada da floresta no Brasil e no Peru. O grupo examinou imagens de satélite indicando o desmatamento em um município amazônico, e correlacionou os dados a prontuários médicos com diagnósticos de malária. Mais de 15 mil casos detalhados foram documentados em 2006, às vezes com uso de GPS para apontar o local de residência do paciente.

As conclusões foram claras.

"Mostramos que uma mudança de 4,2 por cento no desmatamento, entre agosto de 1997 até agosto de 2001, está associada a um aumento de 48 por cento na incidência de malária", escreveram os pesquisadores.

"Paisagens alteradas pelos humanos fornecem um meio de habitats adequados para larvas dos mosquitos anófeles, o que inclui valas em estradas, represas, garimpos, galerias pluviais, sulcos (de pneus) de veículos, e áreas de desmatamento incompleto", disseram.

Outro possível fator é que alguns moradores montaram pesqueiros na região que, segundo Patz, não estão visíveis nas imagens por satélites, mas também podem servir como criadouros de mosquitos.

"Nossas conclusões são provavelmente generalizáveis para muitas partes da Amazônia, e avançam sobre nossos estudos entomológicos do passado na Amazônia peruana", acrescentou o cientista.

"Este estudo de epidemiologia ambiental mostra ainda mais que a política de conservação deveria ser um componente importante para qualquer esforço de controle da malária na região."

Deixe seu Comentário

Leia Também

CAMPO BELO RESORT - PROMOÇÃO
Campo Belo Resort com promoção especial de 22 a 31 de julho, CONFIRA
NOVELA GLOBAL
Em 'Segundo sol', Karola descobre o paradeiro de Luzia e chantageia a DJ: Beto ou cadeia?
ACIDENTE FATAL NO BEACH PARK
Acidente no Beach Park, veja como é o brinquedo 'Vainkará' que matou turista
FÁTIMA DO SUL - O BOTICÁRIO
Fátima do Sul: O Boticário lança linha de cuidados masculinos e mostra que homens também se cuidam
ACIDENTES NAS ESTRADAS
Acidente grave: nove caminhões e um morto na BR-376
POLEMICA
Transexual é retirada algemada de banheiro público feminino em Araruama
NOVELA GLOBAL
'Segundo sol': Remy agarra Luzia e Ícaro salva a mãe de ser estuprada
TURISMO PELO BRASIL E MUNDO
Indústria de Hotéis aguarda aprovação dos jogos para captar bilhões em produtos turísticos
AGORA EM DOURADOS - MS
UNIPAR EAD com cursos de Educação Física, Letras, Marketing e mais 22 cursos, Confira todos aqui
TRAGEDIA
Acidente chocante em Foz: casal morre na hora em batida