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Fátima do Sul, 17 de Outubro de 2017
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23 de Julho de 2004 09h17

Deodápolis realiza trabalho de conscientização

A Prefeitura de Deodápolis através do departamento de Meio Ambiente, sob a direção da bióloga, Luciana Pelegrini, vem fazendo um trabalho junto à comunidade deodapolense de conscientização sobre o meio ambiente. Luciana tem realizado várias palestras em escolas e outros órgãos públicos no sentido de conscientizar alunos e a população de uma forma em geral sobre os problemas ocasionados com referências ao esquecimento e a conseqüente desvalorização dos aspectos exponenciais no que tange respeito ao meio ambiente. “A agressão à natureza é um problema crucial nos dias atuais, havendo, entretanto, a necessidade da colaboração de todos”, constata a bióloga, ressaltando ainda que, “se nós não tivermos a plena consciência de que o meio ambiente é parte integrante e a grande essência da vida, poderá num futuro bem próximo caminhar para a nossa autodestruição”, disse.

                  

Assoreamento de rios e lagos

Durante suas palestras a diretora do departamento de Meio Ambiente da Prefeitura de Deodápolis, expõe com exatidão e cristalinidade aos presentes, sobre os perigos apresentados no dia-a-dia, produzidos pelos proprietários que, às vezes desinformados ou até mesmo ignorando a lei, caem no descuido profundo quando do preparo das terras para o plantio ou até mesmo para providenciar a pastagem. Grande parte não segue os ditames da lei, executando o trabalho do terreno à ‘revelia’, sem conter as águas através de curvas de níveis, não procuram um acompanhamento técnico específico e conseqüentemente a propriedade começa a se deteriorar, perdendo grande parte da sua fertilidade. “É preciso que todos contribuam com a natureza e observem os preceitos da lei. O terreno pertence ao proprietário, mas o ecossistema pertence a todos os seres vivos”, observa Pelegrini.

A terra mal trabalhada seja para o cultivo da lavoura ou para pastagem, tem que obedecer a um cronograma de trabalho adequado para cada área e tipo de terra. O não cumprimento dessas formalidades legais, além de deixar a terra improdutiva ainda provoca transtornos incalculáveis tais como, os assoreamentos dos rios e lagos. A cada dia que passa, rios e lagos estão desaparecendo e não é a falta de água, “é a maneira de conduzir os trabalhos no preparo do solo”, constata Luciana.

O reflorestamento nas margens e orlas dos rios e lagos é estritamente necessário, inclusive existe lei específica sobre as reservas florestais onde os proprietários têm por obrigação manter cerca de 20% da sua propriedade intocável, é a chamada reserva legal. A conscientização do reflorestamento deve perpetuar entre todos aqueles que possuem propriedades, sejam pequenas, médias ou grandes. Esta conscientização já está memorizada na cabeça da maior parte dos proprietários que estão tentando repor tudo aquilo que foi destruído pelo próprio homem ao longo dos anos.  Luciana afirma que, “as mudas de eucaliptos e árvores nativas diversas estão sendo as mais procuradas para a reposição dos locais que foram devastados com o passar do tempo e hoje já começam a dar sinais assustadores”, disse.

                  Curvas de Níveis

Outro aspecto importante que o produtor tem que se ater é a chamada curva de nível. Trabalho que deve ser realizado e de fundamental importância para manter a propriedade fora da área de risco de erosões e ao mesmo tempo preservar o meio ambiente. O fenômeno erosão tem provocado sérios transtornos a muitos proprietários, além de prejuízos financeiros e percas irreparáveis e incalculáveis de áreas de terras que se tornaram praticamente irrecuperáveis devido à voracidade e as dimensões às vezes quilométricas tomadas pelas incontroláveis voçorocas que danificam grande parte da propriedade e ainda assoreia lagos e rios, destruindo mananciais e influenciando de forma incisiva e negativa os lençóis freáticos deixando-os absolutamente num estado de vulnerabilidade profundo, eles que já sofrem todas as conseqüências danosas dos produtos químicos que são administrados na lavoura e também na pastagem com objetivo de equacionar os problemas envoltos com as pragas e acabam gerando distúrbios danosos ao líquido mais precioso do mundo que é a água.

Segundo Luciana Pelegrini, “é necessário que todos se conscientizem da necessidade de proteger o meio ambiente, antes que seja tarde de mais”, adverte a bióloga. Colaborou Demerval Nogueira.

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