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21 de Julho de 2004 13h14

“Democracia, Campanhas Políticas e Ética” de Antonio Néres

DEMOCRACIA, CAMPANHAS POLÍTICAS E ÉTICA

Antonio Néres.

Não se pode falar em democracia sem que nos lembremos, de imediato, de partido. É com os partidos e pelos partidos que se exerce, pratica e exprime a democracia. Esta se consolida na medida e proporção em que os partidos se apresentem fortes, com programa sólido e embasados numa ideologia consistente e definida. Ter um programa não basta, acenar para uma ideologia não é suficiente. Os partidos devem ter um programa estabelecido, com metas bem marcadas e com uma ideologia que não seja somente escrita, mas resultado de uma aspiração e de uma filosofia de vida.

A falta de agremiações políticas com tais características fragiliza as instituições democráticas e propicia as chamadas crises de regime. A eventual existência de grupos, facções ou alas, dentro de um partido político, desde que estes se voltem para a circunstancialidade, não para a essencialidade, e que são superados quando o objetivo maior precisa de união, não é sintoma de fraqueza desde que o essencial seja mantido e se superem as diversidades.

Os partidos de esquerda, que se fundamentam no marxismo, no materialismo histórico e na luta de classes, trazem consigo visualizações diferentes no acidental, mas jamais abdicam do essencial, que é o fundamento ideológico e programático a unir e nivelar todos os grupos. O programa dará sustentação ao governo que todos querem conquistar e sua aplicação é o objetivo que os conduz ao embate político.

Numa eleição caberia, antes de se procurar o candidato, voltarmo-nos para o que ele representa enquanto comprometido com uma ideologia, pois esta é que definirá a fisionomia ao programa de governo que vier a apresentar. Não deve estar em jogo, prioritariamente, o candidato, mas sim a sua capacidade de executar e implantar o que a legenda sob a qual se abriga se propõe a executar. Partido é instrumento de promoção do bem comum e este passa, sempre, pelo respeito à dignidade do homem e sua pessoalidade. Se não tivermos isso presente, devemos concordar que não estamos sabendo votar.

*O autor é radialista e jornalista.

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