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8 de Novembro de 2004 08h05

Demerval Nogueira comenta a reeleição de Bush

Deu Bush de novo! Azar do Terceiro Mundo.

 

Demerval Nogueira*

 

A reeleição do presidente norte-americano George W. Bush, no último dia 3, demonstra o verdadeiro entusiasmo dos eleitores norte-americanos em manter o tão precavido conservadorismo no País que dita as regras do jogo no continente terrestre.

O novo recorde de comparecimento às eleições deste ano, em torno de 58% a 60% dos cerca de 150 milhões de eleitores votaram nas eleições americanas neste ano, lembrando que nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório e nem sequer feriado no dia da contenda eleitoral que é protagonizada em sua decisão final através do chamado e propalado Colégio Eleitoral.

A derrota dos democratas, que teve como personagem central na disputa presidencial, John Kerry, demonstra que a população norte-americana quer mesmo é conviver entremeio bombardeios e guerras e, desta forma, perdeu a grande oportunidade de contribuir de forma eficaz com a paz mundial, se é que este sonho possa um dia ser realizado.

A contribuição eleitoral que o povo norte-americano atribuiu, reelegendo George W. Bush para continuar por mais quatro anos na Casa Branca, conduzindo o País mais influente do planeta, implica em dizer que novos conflitos mundiais irão acontecer durante estes quatro anos que foram consolidados através do voto. E só para lembrar, os Estados Unidos estiveram diretamente envolvidos nos maiores conflitos mundiais transcorridos nos últimos 50 anos.

Em sua apresentação ao mundo diretamente da cidade e capital dos poderosos, Washington, ao lado da esposa Laura, para anunciar a vitória conquistada, Bush fez lembrar o “herói-comandante” Collin Pawer, quando falava da estratégia dos primeiros ataques em territórios iraquianos. Bush apresentou-se como se fosse o “super-homem”, com impetuosidade e a arrogância que lhe é peculiar, enfim, um verdadeiro impostor, como se estivesse acima de tudo, do bem e do mal.

A reeleição de Bush não significa apenas ele continuar sendo o político mais famoso do mundo, mas sim, que as intransigências, influências e interferências na política e na economia mundial continuarão a todo vapor. Desta forma, o que se pode prever são novos ataques suicidas e inconseqüentes e conseqüentemente, novas guerras serão deflagradas, tudo em nome da “paz” e do “combate ao terrorismo”.

Mas, os norte-americanos referendaram a participação dos EUA nos confrontos exteriores dando a reeleição a Bush, que inventou através da sua “fértil massa cinzenta”, a existência de armas químicas e biológicas no Iraque, ocasionando uma guerra praticamente interminável. Interminável porque a invasão dos EUA e forças aliadas ao Iraque ainda se arrasta com mortes e bombardeios, mesmo após a captura de Saddam Hussein e seus “correligionários” mais fiéis e conseqüentemente a considerável destruição do Iraque, onde até o momento não foram encontrados nem sequer vestígios de armas químicas muito menos biológicas.

Portanto, como explicar este último conflito norte-americano? Seriam as armas ou o petróleo iraquiano? O que se sabe é que bilhões de dólares foram e continuam sendo investidos neste confronto que continua fazendo dezenas de mortes todos os dias. Com perdão da redundância, tudo em nome do combate ao terrorismo e quem sabe, em nome da “paz petrolífera”.

Não se enganem os países subdesenvolvidos, porque nenhum vento tipo favônio vai soprar em suas direções. Continuarão sobrevivendo na nebulosidade, porque no País mais rico do mundo, onde se investe cerca de US$ 3,9 bilhões em uma eleição, imaginem se eles estão preocupados com a fome, doença, miséria e o resgate da cidadania das populações que habitam os países do chamado Terceiro Mundo! Neste caso, nem pensar!

George Washington Bush tem mais quatro anos para continuar governando os Estados Unidos e pior, com o Senado e a Câmara fortalecidos para oferecer-lhe o respaldo necessário às suas “loucuras incomensuráveis”, onde não continuará agindo com uma razão factível, mas sim, do jeito mais “factótum” possível, principalmente com respeito aos países considerado subdesenvolvidos e que acreditam no “milagre” do crescimento, da industrialização e do desenvolvimento através da força e do potencial norte-americano. Sem cogitações, é um desejo utópico, pois, para os mais perceptivos, é simples, é só verificar a maneira do mesmo agir e notar em sua facúndia sedentária de que não existem ninguém acima deles, atualmente, nem mesmo as Torres Gêmeas do Word Trade Center. Quer um exemplo melhor para meditar e repensar na transformação do seu comportamento para o segundo mandato!? Ou será necessário mais um confronto com resultados extremamente desagradáveis como aconteceu contra os vietnamitas? Agora, restam saber quem serão as próximas vítimas dos poderosos norte americanos?

 

 

*O autor é radialista e articulista.
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