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27 de Dezembro de 2004 11h32

Demerval Nogueira analisa a divisão de Glória de Dourados

Divisão separatista, um golpe imperdoável

 

 

Demerval Nogueira (*)

 

O município de Glória de Dourados foi injustamente penalizado quando da criação do município de Deodápolis. Com a elevação do distrito de Deodápolis a município, Glória de Dourados sofreu um baque incomensurável e extremamente doloroso em seu território. Naquela oportunidade a Constituição Federal proibia terminantemente o Município Mãe, em caso de divisão territorial, ficar menor do que o Município Filho. E não foi isto que aconteceu quando da criação do município de Deodápolis, que vigorou através da Lei nº 3.690, de 13 de maio de 1976. Contrariando os preceitos constitucionais, os políticos envolvidos naquela trágica divisão, não se manifestaram com retidão e certamente contribuíram decisivamente no estrangulamento do “território” gloriadouradense que acabou ficando menor que o Município Filho.

Criada através da Lei nº 1.941, de 11 de novembro de 1963, Glória de Dourados, que naquela oportunidade detinha 1.165,4 quilômetros quadrados, após a divisão tornou-se um município com apenas 335 quilômetros quadrados, enquanto que, o Município Filho, Deodápolis, abocanhou cerca de 830,4 quilômetros quadrados, contrariando e afrontando de forma acintosa os princípios da Lei Máter. Com 335 quilômetros quadrados, o município gloriadouradense perdeu uma área de terra altamente considerável e produtiva, além de perder também, densidade populacional, eleitoral, maiores recursos federais, estaduais e outras receitas de sublime interesse do município. Esses aspectos divisionais contribuíram sobremaneira para que Glória de Dourados se transformasse em um município de pouca expressividade em todos os níveis. A divisão do município teria que ser pelo menos na 9ª Linha, para que o prejuízo não fosse tão catastrófico.

O que é pior nesta história toda é que nenhum político de Glória de Dourados levantou um dedo sequer em defesa do “território” gloriadouradense e de seu povo. Ninguém protestou diante desta depravada aberração, desta balbúrdia lacônica que protagonizaram aqueles que estavam no poder. A manobra engendrada contra Glória de Dourados naquela ação separatista deixou seqüelas indeléveis que jamais serão cicatrizadas, e que, a maioria absoluta da população gloriadouradense não tem conhecimento dessas ações malévolas praticadas pelos “homens do poder”. O presidente da República era da chamada Arena, governador também era da Arena, deputados em sua maioria absoluta pertenciam a Arena, vereadores do município quase todos eram da Arena, prefeito também era da Arena... Puxa! Quanta Arena! E olha que naquela oportunidade tínhamos duas Arenas, a 1 e a 2. Era do tempo em que, aqueles que não compartilhassem com o governo, eram chamados da esquerda, se colocavam no MDB (Movimento Democrático Brasileiro), quem apoiava e bajulava o governo, se enquadrava na ARENA (Aliança Renovadora (?) Nacional). Todos comiam na mesma panela, a chamada “farinha do mesmo saco”.

Enfim, com tantas Arenas da vida, a maioria absoluta dos arenistas ficavam vivendo no mundo do “arenáticos”! Para não dizer, “lunáticos”! Não se preocuparam absolutamente em nada com o pedaço de chão gloriadouradense, muito menos com os habitantes de Glória de Dourados. O município perdeu demasiadamente com este fatídico golpe, porém, existem políticos daquela época que, por incrível que pareça, acabou perdendo muito mais! Aliás, tem políticos daquela época, que não conseguiram encontrar nunca mais os caminhos das urnas. É o preço daqueles que tripudiam a lei!

 

 

 

(*) Radialista e articulista

                  

 

        

 

        

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