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Brasil

Demanda por gás na Bolívia e no Brasil prejudica Argentina

21 Jun 2007 - 05h40
As exportações de gás natural da Bolívia para a Argentina foram reduzidas nesta semana devido a um aumento da demanda no mercado boliviano e no Brasil, que tem prioridade no fornecimento determinada em contrato. O jornal boliviano La Prensa, com base em fontes governamentais, publicou que a redução das exportações para a Argentina se dá em momento em que a produção de gás na Bolívia atinge um limite e em que a demanda interna e do Brasil começa a crescer.

As exportações de gás boliviano para o estado de São Paulo costumam ser de 26 milhões ou 27 milhões de metros cúbicos diários, mas subiram para 29 milhões nos últimos dias, segundo o La Prensa. Já as exportações para a Argentina e para uma termelétrica em Cuiabá (MT) têm menor prioridade, com base em termos contratuais. A termelétrica de Cuiabá está parada desde sábado, 16, devido à redução do fluxo de gás boliviano.

Uma fonte na assessoria de imprensa do Ministério de Hidrocarbonetos da Bolívia disse à Dow Jones que a única pessoa autorizada a falar da redução das exportações era o ministro, que participa de reuniões nesta quarta-feira, 20. Já o Ministério de Planejamento da Argentina, que trata das questões relativas à energia, afirmou que não tinha informações sobre o gás boliviano. Representantes da Repsol YPF, que opera o principal gasoduto entre a Bolívia e a Argentina, não comentaram imediatamente.

Dificuldades

A Bolívia tem amplas reservas de gás natural, mas enfrenta dificuldades para explorá-las. No ano passado, o governo Evo Morales nacionalizou o setor de hidrocarbonetos e, desde então, debate com as companhias privadas, o que acaba reduzindo os investimentos.

O governo ordenou que as empresas privadas divulgassem planos de investimento, mas só uma delas, a Chaco, fez isso. O presidente da Chaco, Ricardo Srebernic, disse nesta semana que a companhia pretende investir US$ 60 milhões no campo Percheles, publicou o jornal La Razón. "A Chaco está cumprindo o acordo fechado com a Enarsa (estatal argentina) para fornecer gás para a Argentina", afirmou Srebernic.

Representantes do governo boliviano culparam, rapidamente, as companhias privadas pelos problemas e falaram em falta de investimento. O vice-presidente Alvaro Garcia Linera disse que os cortes no fornecimento para a termelétrica de Cuiabá ocorreram devido a problemas na unidade de compressão administrada pela Repsol, na região de Santa Cruz.

A produção total de gás da Bolívia, atualmente, é de 45 milhões de metros cúbicos diários.

 

 

Estadão

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