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Fátima do Sul, 16 de Dezembro de 2017
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20 de Março de 2007 04h23

Delegados da PF devem parar por reajuste salarial

Os delegados da Polícia Federal (PF) devem realizar uma paralisação de 24 horas no próximo dia 28 para reivindicar um reajuste salarial. "Não funcionaremos em todo o Brasil", afirmou o presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Sandro Torres Avelar, em entrevista à Agência Estado.

A paralisação ocorrerá no mesmo dia em que o Departamento de Polícia Federal completará 44 anos de criação. O motivo da ação, segundo Avelar, é o não cumprimento de um acordo assinado no dia 2 de fevereiro de 2006 com o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.

Segundo o compromisso, haveria um reajuste salarial de 70% dividido em duas parcelas - de 35% cada. De acordo com Avelar, já estava "tudo acertado com a equipe econômica do governo federal". "Após uma exaustiva negociação ao longo de 2005, conseguimos chegar a este acordo, mas recebemos a primeira parcela em julho e não recebemos o restante", disse.

O presidente da ADPF afirmou também que, desde a assinatura do acordo, a categoria fez diversas cobranças ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não é mais uma negociação ou uma luta", argumentou Avelar. "Queremos apenas o cumprimento do acordo."

Reajuste salarial

De acordo com Avelar, a intenção da paralisação é diminuir a diferença salarial da categoria em relação a outros órgãos criminais da União, como o Ministério Público (MP) e a Magistratura Federal. "Não é questão de equiparação, mas os perfis de um agente da Polícia Federal e do Ministério Público são muito parecidos", salientou. "Hoje, o salário inicial da PF é menos da metade do que o de um membro do MP."

O presidente da ADPF afirmou ainda que o clima na instituição é "muito ruim". "Estão todos insatisfeitos", disse Avelar. "Assim não está dando para trabalhar em projetos de interesse da PF e da sociedade." Segundo ele, um policial federal recebe cerca de R$ 4 mil e um delegado, por volta de R$ 7 mil. "Enquanto isso, outras carreiras do Estado chegaram a ter reajustes de mais de 300%", concluiu.

Por fim, Avelar disse esperar que, com a paralisação, o governo cumpra o que foi acordado em 2006. A troca do ministro da Justiça pelo petista Tarso Genro, que tomou posse na sexta-feira, 16, não desanimou o presidente da ADPF. "Acreditamos que este problema não vai persistir", disse. "O ministro da época, Márcio Thomaz Bastos, se empenhou pelo acordo e o Tarso Genro também deverá ser sensível à causa."

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