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Fátima do Sul, 23 de Outubro de 2017
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21 de Outubro de 2004 09h41

Delcídio diz que é preciso "cautela" sobre aliança PT-PMDB

O senador Delcídio do Amaral (PT) sugeriu há pouco, em entrevista na rádio FM Capital, "cautela" em relação à sucessão estadual de 2006, especialmente em relação à discussão sobre a verticalização, com a possibilidade de uma aliança nacional entre PT e PMDB se dar também no plano estadual.

Para ele, é preciso aguradar o segundo turno das eleições municipais, especialmente a de São Paulo (SP). "Estas eleições trarão reflexos no Congresso e especialmente no Senado. E as articulações políticas tem de levar em conta um desenho de acordo com realidade política do País em 2005", observou.

Se as relações no Congresso Nacional continuarem afinadas, Delcídio admite que o PMDB será parceiro principal do PT para o pleito de 2006. "Mas tem de ter cautela. Plano federal vai impactar política nos estados e em Mato Grosso do Sul há polarização muito grande entre PT e PMDB", afirmou.

Alertou que também é preciso aguardar a reforma política. "Um dos principais temas do Congreso é a reforma política, na qual se discutirá a verticalização, a cláusula de barreira, o financiamento público de campanha", citou.

CONJECTURAS - As especulações sobre possíveis acordos políticos, como a possibilidade de o vice-governador Egon Krackekhe ir para o Tribunal de Contas e o presidente da Assembléia Legislativa assumir o governo do Estado com possibilidade de se candidatar à reeleição, na opinião de Delcídio, não passam de "conjecturas, hipóteses, simulações feitas pela classe política".

Para ele, é muito cedo para se trabalhar com um quadro tão consolidado como esse que acabou de se descrever. "Isso tem de ser discutido partidariamente. Zeca tem se empenhado na construção dos dois próximos anos do governo, inclusive com parcerias com aliados para 2006", apontou.

Argumentou que pela sua experiência, as coisas não são tão fáceis assim como nas conjecturas feitas pelos políticos. "Está-se mexendo com muitas pessoas, debates e discussões partidárias fortes. Está-se mexendo com partidos que têm lideranças importantes. Me surpreendo quando se quer montar projeto com tanta antecedência. Nem terminamos eleição de 2004 e já se monta projeto para 2006", comentou.

Questionado sobre a suposta divisão do PT entre sua candidatura ao governo do Estado e a do atual vice Egon Krackekhe, Delcídio disse que esssa também é uma hipótese lançada. "Isso mostra que isso é muito incipiente. Isso tem de ser discutido à exaustão. O processo eleitoral tem de ser debatido no momento certo", afirmou ele.

Política, ensina o senador, é a arte de humildade, de se ouvir, de ter serenidade, de não ter arrogância, presunção. "É a arte de saber hora de entrar e a hora de sair", disse.

 

 

MS Notícias

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