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24 de Junho de 2010 07h40

Delcídio defende registro do São João de Corumbá como bem cultural

Fátima News com Assessoria

O senador Delcídio do Amaral (PT/MS) defende o registro nacional do Arraial do Banho de São João, de Corumbá, como bem cultural de natureza imaterial.A festa, que dura uma semana e tem seu ponto alto na noite de 23 de junho, quando os fiéis descem a Ladeira Cunha e Cruz carregando andores com o santo para banhá-lo no Rio Paraguai, já é considerada bem imaterial em nível estadual.

“É uma festa popular, religiosa, que todos os anos reúne milhares de pessoas em Corumbá.Nela, temos a  oportunidade de mostrar a nossa cultura, o siriri, o cururu, em uma celebração que destaca a alma do corumbaense e tudo aquilo que consolidamos ao longo de uma vida  de projeção de uma cidade que, de certa maneira,  encara o espírito de todo sul-mato-grossense, que teve participação efetiva em grandes eventos do nosso país”, afirmou Delcídio em pronunciamento na tribuna do Senado.

O parlamentar destacou que o processo de registro em nível nacional do Arraial do Banho de São João foi iniciado pelo prefeito Ruiter Cunha de Oliveira, que incluiu a proposta entre os 27 projetos do PAC das Cidades Históricas. O assunto está sendo debatido desde segunda-feira em um encontro que reúne gestores de órgãos federais e estaduais da área cultural,no Centro de Convenções Miguel Gomez, em Corumbá.

O senador lamentou não participar este ano da tradicional descida dos andores na Ladeira Cunha e Cruz, em função da votação, no Congresso, do projeto que cria a Petrosal (empresa estatal proposta pelo governo para cuidar da exploração do petróleo da camada Pré-Sal), marcada para esta quarta-feira.

“Infelizmente eu não poderei estar presente ao Banho de São João deste ano,  como faço todos os anos em que a celebração acontece próximo a um final de semana. Mas eu não posso deixar de destacar aqui a importância da festa para  Corumbá, que recebe milhares de pessoas de vários municípios de Mato Grosso do Sul e até de outros estados, movimentando o turismo, gerando empregos e renda para os moradores. É uma celebração onde a população  vai à rua. São mais de cem andores descendo a ladeira do Porto Geral, em uma tradição cultural que vem dos idos de 1800 e  que avança pelo século XX. E ainda tem a crença popular de que quem passa embaixo do andor casa no máximo um ano depois, o que confere uma característica única ao evento. Corumbá inteira vira uma festa com danças como o chamamé e a polca paraguaia”, explicou.

Delcídio pediu que o pronunciamento fosse inserido nos anais do Senado e aproveitou para homenagear Agripino Soares de Magalhães, integrante do grupo de músicos que mantém viva a tradição da viola de cocho no Pantanal.

“Com muita honra, eu nasci em Corumbá, filho de uma família de pantaneiros, e quero destacar um das figuras importantes da nossa cultura,  o “Seu Agripino”,  uma pessoa querida, amada na minha cidade, que, recentemente, teve alguns problemas de saúde, mas que, graças a Deus, está de volta com seu grupo de cururueiros que ,há gerações, orgulha a minha região. Ele é  um símbolo da tradição dos tocadores de viola de cocho do nosso Pantanal”, resumiu o senador.

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