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Brasil

Déficit de luz no campo será zerado até o fim de 2006 em MS

22 Jul 2004 - 13h29
 

O secretário de Desenvolvimento Agrário, Valteci Ribeiro de Castro afirmou que o programa Luz para Todos do governo federal é essencial para a inclusão social e do desenvolvimento dos assentamentos, com a geração de renda, empregos e da economia local. “Para que o campo se torne produtivo e desenvolvido economicamente e socialmente o programa vale a pena, principalmente com o compromisso do governo do Estado com o desenvolvimento dessas ações”, afirmou durante a assinatura de ordens de serviço de 894 propriedades rurais de 11 assentamentos dos municípios de Rio Brilhante, Ponta porá, Jaraguari, Itaquiraí, Mundo Novo, Jardim e Sidrolândia.

O investimento é de R$ 4.324.200,00 para beneficiar 4.680 pessoas. O secretário de Desenvolvimento Agrário considerou a última semana como sendo de êxito para o Governo Popular, com o lançamento de créditos para a Agricultura Familiar e o lançamento do Plano Safra 2004-2005, que prevê liberação de R$ 1,4 bilhão no Estado. “O governo federal tem se destacado na questão de créditos e comercialização agrícola. Somente em Mato Grosso do Sul, a Agricultura Familiar avançou de 5 mil contratos para 12 mil no último ano”, afirmou.

As próximas ações do Governo Popular junto a pequenos produtores é no setor de infra-estrutura na recuperação de assentamentos com implantação de redes de água, luz e inclusive o atendimento de assistência técnica em 100% dos assentamentos de Mato Grosso do Sul até o fim de 2004. Segundo Valteci Castro, foram assentadas no Brasil 524.380 famílias entre 1995 e 2002, das quais 88,3% não tiveram acesso a luz; 92,3% não receberam abastecimento de água; 81,3% não tiveram acesso a estradas e 52,7% não tiveram acesso a assistência técnica rural.

Em Mato Grosso do Sul, 73% dos cerca de 40 assentamentos não possuem energia elétrica e receberão o benefício até o fim de 2006. Na opinião de Valteci de Castro, ações como a implantação de energia elétrica em assentamentos gera desenvolvimento humano, como pode ser comprovado com o índice de Desenvolvimento Humano de Mato Grosso do Sul, que passou do 16º lugar no ranking nacional, para o 7º colocado. A mesma opinião tem a assentada Eli Marques, do assentamento Dorcelina Folador em Ponta Porã, que acredita na melhoria da informação das pessoas, em mais segurança e até mesmo da educação nas escolas que atendem as crianças assentadas com a chegada da energia elétrica.

“Teremos muito mais qualidade de vida para as 270 famílias assentadas e vamos inclusive poder impulsionar a pequena indústria que temos”, disse. Há três anos no assentamento Dorcelina Folador, Carlos Castelar vê a possibilidade de melhorar a produção agropecuária com a energia elétrica que vai chegar até o assentamento. Segundo ele, a alimentação do gado será beneficiada com a chegada da luz e também a família terá mais lazer e informação. “Com esse benefício, temos a certeza de que o governo está executando ações por nós”, concluiu.

 

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