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Danças folclóricas de MS sofrem com falta de apoio

24 Dez 2004 - 07h23
As danças folclóricas do Mato Grosso Sul não têm origem apenas regional. Constituem-se de uma mistura de culturas gerada pela convivência com migrantes e imigrantes de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, norte de Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraguai.

Esta mistura deu origem às danças do caranguejo, do engenho novo e de maromba, do revirão e do sarandí, típicas da região do bolsão (nordeste do Estado). São danças de ciranda, com versos acompanhados pelos toques de uma viola, que geralmente é a de cocho.

Catira, chupim, polca de carão e brincadeira do toro candil também são cirandas com algumas peculiaridades. A polca de carão, por exemplo, é uma dança com encenação, no ritmo de polca conhecida como música de salão. O rapaz tira a moça para bailar e ela se nega, sua negativa caracteriza o “carão”. Outro exemplo é o chupim, dança que representa os movimentos do pássaro que leva este nome.

Cururu e siriri são danças próprias da região do Pantanal. São dançadas geralmente em fazendas, na casa das famílias e até mesmo nas ruas das cidades pantaneiras. O cururu tem uma particularidade, é uma dança oferecida aos santos como forma de louvor, acompanhada por moda de viola de cocho e versos improvisados. Quem toca, também canta e dança. O siriri já é dançado em pares e sua música além de ser acompanhada pela viola de cocho também tem o som da caixa, espécie de um “tambor” africano.

A polca, o rasqueado, o chamamé, o xote, a mazurca e o vaneirão são danças de salão, denominadas assim por terem sido dançadas pela nobreza e atualmente mantêm-se como dança de salão de baile. “Prefiro dançar o vaneirão e xote, porque são ritmos com que eu me identifico e me agradam e as músicas valorizam o regional, como a letra da música de raiz que retrata a cultura e beleza do Estado”, fala Augusto dos Santos, 28 anos, funcionário público.

A maioria das danças folclóricas existentes no Estado são dançadas por famílias do interior e da zona rural. Aqui em Campo Grande existem três grupos que praticam este tipo de dança: o Sarandi Pantaneiro, a Garça Branca e Camalote, todos da Universidade Federal. Os que se apresentam com mais freqüência são o Sarandi Pantaneiro e o Camalote.

A professora Marlei Sigrist coordenadora do Camalote disse que todos que compõem o grupo são voluntários e só recebem ajuda de custo para as roupas e acessórios e dançam por amor à música.
Com boa vontade, desprendimento e amor à música essas pessoas valorizam a cultura do Mato Grosso do Sul.
 
MS Notícias

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