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Dagoberto tranqüiliza produtores quanto a boato sobre aftosa

22 Dez 2004 - 13h21
O secretário de Produção e Turismo, Dagoberto Nogueira Filho, convocou uma entrevista coletiva para rebater informações de que havia sido descoberto um foco de febre aftosa em gado bovino de uma fazenda estabelecida no município de Paranhos, na fronteira com o Paraguai. O secretário disse que de fato ocorreu a denúncia, os técnicos do Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) já estiveram no local, colheram amostras de sangue dos animais e no exame clínico não há nada que indique estarem infectados.

“Todas as providências foram tomadas. O Iagro está atento, mas não há nada que comprove a existência do foco. É preciso esclarecer que esses procedimentos são rotineiros. Toda vez que é feita uma denúncia, os técnicos vão ao local, colhem amostras de sangue, isolam a propriedade e aguardam o resultado do exame. Dessa vez a denúncia vazou para a imprensa, não sei por que motivo,” ponderou.

A denúncia foi feito há quatro semanas, segundo o secretário, por um cidadão que se identificou como de naturalidade paraguaia. Ele telefonou diretamente ao Ministério de Agricultura e Pecuária. Imediatamente o Ministério comunicou a DFA (Delegacia Federal de Agricultura), que por sua vez pediu o apoio do Iagro para fazer as diligências necessárias.

A fazenda denunciada se estende pelos dois lados da fronteira, conforme Dagoberto, mas a sede está no Brasil e os animais que estariam contaminados, também. Ocorre que no lado brasileiro estão apenas 25 hectares de terra, sendo que sete são ocupados por pasto, enquanto no Paraguai o pecuarista – que afirma ser brasileiro, porém tem forte sotaque paraguaio, informou o secretário – possui uma vasta área com mais de mil hectares.

Dos 53 animais que estavam no lado brasileiro da propriedade, 28 apresentaram sorologia positiva para a aftosa, mas como haviam sido vacinados há apenas quatro dias contra a doença, os técnicos acreditam que possa estar havendo interferência dos anticorpos estimulados pela imunização no resultado da análise. Dessa forma foram coletadas amostras do líquido existente na garganta dos animais e encaminhados para um laboratório em Belém, no Pará, que terá um resultado preciso sobre a contaminação ou não.

Evidências levantadas pelos técnicos levam a entender, entretanto, que os animais estejam saudáveis. Até porque foi comprovado que todos tomam regularmente a vacina, lembrou Dagoberto. Outro indício se fundamenta no resultado negativo dos exames feitos em suínos que convivem com o gado. “Os porcos são os mais suscetíveis à contrair a aftosa, e estão todos livres. Então temos convicção de que o boato é falso.”

O resultado do exame só chega em 20 dias. Até lá, entretanto, o Iagro tomou as providências necessárias para isolar e identificar os animais suspeitos de contaminação. Por outro lado, o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) está investigando a procedência do gado. Se ficar provado que são oriundos do Paraguai, serão abatidos – estando ou não contaminados – com amparo legal.
 
 
 
APn

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