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Cultivo de mamona deve crescer em Três Lagoas

5 Jul 2004 - 17h58
Uma planta nativa do cerrado, que para muitos não tem valor, pode significar a expansão da agricultura na região do Bolsão, em Mato Grosso do Sul. É a mamona, de onde a indústria extrai um óleo muito apreciado, principalmente pelos orientais.

A demanda por esta planta está aumentando e vai crescer ainda muito mais devido à implantação de uma refinaria de óleo em Três Lagoas. A Enovel, de Bariri (SP), já instalou escritório de representação no município.
Em atividade há poucas semanas, os representantes da empresa se preocupam em assegurar produção de mamona para a futura unidade industrial. “São impressionantes as novas possibilidades comerciais que se abrem para o agronegócio com esta nova fábrica”, afirmou, quinta-feira, o consultor de empresas Celso Fabrício Correia de Souza.
Ele explicou que a pequena safra de mamona que existe hoje no Bolsão foi adquirida. A procura é tamanha que a cotação do produto tem subido às alturas nas últimas semanas. O quilo da mamona está sendo vendido hoje a R$ 1, um preço impensável até pouco tempo atrás.
“No ano passado, quando a empresa já estava adquirindo mamona em Mato Grosso do Sul, havia uma lavoura de 500 hectares em Chapadão do Sul. Neste ano de 2004, o produtor rural aumentou a área de mamona para 5 mil hectares, o que demonstra a lucratividade do negócio”, explicou Souza.
A maior parte da produção de óleo de mamona é destinada ao mercado internacional. De acordo com o consultor, o maior comprador mundial de óleo de mamona é o Japão.
Segundo ele, os empresários de Bariri vão investir R$ 5 milhões na implantação da subsidiária três-lagoense. A fábrica oferecerá em torno de 30 postos de trabalho.
O projeto arquitetônico da indústria está recebendo os últimos retoques. Ele será enviado para a Prefeitura de Três Lagoas, que com base nele apresentará, à Câmara Municipal, projeto de lei para cessão de área em comodato no Distrito Industrial a fim de abrigar a indústria.
O gerente municipal de Desenvolvimento Econômico, Cleber Pacheco, já deu parecer favorável. Ele ressaltou que o atual prefeito Issam Fares tem grande interesse em continuar com o processo de industrialização do município, o que permite uma avaliação positiva do empreendimento.
Após superados os trâmites municipais, será a vez de apresentar, provavelmente em agosto, a intenção dos empresários para o Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), a fim de obter benefícios concedidos pelo Estado.
De acordo com Souza, a burocracia será vencida até setembro, quando a Enovel já pretende levantar o prédio da nova fábrica.

 

 


Rádio Grande FM / Correio Do Estado

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