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RIO_DOURADOS
6 de Julho de 2004 08h04

Copa América dá largada, mas América ainda boceja

O mais antigo campeonato de seleções do mundo perdeu o brilho. Está opaco. E experimenta a partir desta terça, quando Venezuela e Colômbia abrirem a 41ª Copa América, no Peru, seu ocaso.

Nunca, desde a edição inaugural em 1916, atletas, cartolas e torcedores viram a competição que reúne os países da América Sul e convidados com tanto desprezo.

Isso na primeira vez que o torneio é disputado no mesmo ano de uma Eurocopa. E as comparações são cruéis. Portugal gastou US$ 675 milhões para organizar o Europeu, o Peru só US$ 14 milhões. Todos os jogos da Euro foram exibidos na televisão brasileira. A Copa América começa com previsão de transmissão apenas dos jogos do Brasil, que é o símbolo maior do descaso com que a competição é vista atualmente.

O país estará representado apenas por reservas. Somente um pentacampeão (Kléberson) desfilará em gramados peruanos. As estrelas Ronaldo, Ronaldinho, Kaká e Cafu preferiram descansar em vez de defender o país perante seus vizinhos.

Mas está enganado quem pensa que os brasileiros estão sozinhos. Deserções aconteceram em quase todas as seleções de primeira linha. E um time viajou ao Peru "sob protesto" depois de ameaça de simplesmente não aparecer.

Trata-se do Uruguai, maior ganhador de Copa América ao lado da Argentina. Os 22 convocados celestes divulgaram que jogarão "sob protesto". O motivo é o fracasso das negociações com os dirigentes a respeito das diárias pagas à delegação. A federação uruguaia aceitou pagar US$ 40 por dia; os atletas pleiteavam US$ 120.

A Colômbia, atual campeã, também não estará completa. Preferiu dispensar alguns jogadores que alegaram cansaço.

Os adversários fortes do Brasil na primeira fase, Paraguai e Chile, não viajaram com força máxima. O Paraguai vai testar a equipe sub-23, que se classificou para os Jogos de Atenas. O goleiro santista Tapia e o volante cruzeirense Maldonado também pediram dispensa da seleção chilena para seguir atuando no Brasileiro.

Fora de campo, o interesse não é muito maior. No fim de 2003, o Comitê Organizador Local (COL) estimou que 40 mil turistas cruzariam as fronteiras para acompanhar as partidas no Peru. Até a semana passada, apenas cerca de 3.000 confirmaram viagem.

Segundo os organizadores, os estádios só devem ficar lotados nos jogos dos anfitriões e, quem sabe, nas partidas da Argentina, que vai ao Peru com a força máxima por dois motivos: quer recuperar a hegemonia sul-americana e aliviar a crise vivida por seu técnico, Marcelo Bielsa.

Entre os cartolas, o clima é de pouco caso. Ricardo Teixeira, presidente da CBF que tinha como obsessão ganhar o torneio na década passada, deu aval a Carlos Alberto Parreira para perder. Teixeira concorda com o treinador da seleção quando ele diz que o torneio continental é só um apêndice do calendário.

Tanto que, a apenas uma semana do início do torneio, defendeu que em um futuro próximo a Copa América seja uma competição eliminatória para o Mundial.

Na prática, seria o decreto da extinção do continental como ele hoje é conhecido, uma vez que nenhuma federação nacional aceita discutir a idéia de jogar as eliminatórias fora de casa, num único país-sede.

Vingada, a proposta de Teixeira faria apenas com que as eliminatórias passassem a se chamar Copa América, numa troca pura e simples de nome. "É preciso enxugar o calendário", justifica o presidente da CBF.
 
 
Folha Online 
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