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24 de Novembro de 2004 13h36

Contas externas têm superávit de US$ 10,6 bilhões

As transações correntes do balanço de pagamentos tiveram resultado positivo de US$ 1,007 bilhão no mês de outubro, em decorrência, mais uma vez, do superávit da balança comercial, que se manteve acima do patamar de US$ 3 bilhões pelo sexto mês seguido.

Com isso, o resultado em conta corrente externa acumula superávit de US$ 10,609 bilhões no ano, equivalentes a 2,25% do Produto Interno Bruto (PIB). Bem melhor, portanto, que o saldo de US$ 3,836 bilhões (0,93% do PIB) acumulado em igual período do ano passado.

Os números foram apresentados pelo chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, ao divulgar hoje o relatório de outubro sobre o "setor externo". Ele informou que as despesas líquidas com transportes somaram US$ 207 milhões, aluguel de equipamentos consumiu US$ 190 milhões, serviços em geral custaram US$ 373 milhões e despesas com computação e informações chegaram a US$ 90 milhões. Mas ressaltou que houve redução de custos em todos eles.

As remessas líquidas de renda para o exterior atingiram US$ 1,924 bilhão no mês, com redução de 11% na comparação com os US$ 2,154 bilhões enviados em outubro de 2003. No ano, a transferência de renda cresceu 13,6% e chega a US$ 16,605 bilhões.

De acordo com Altamir, as remessas de renda de investimentos em carteira atingiram US$ 1,203 bilhão no mês, outros investimentos somaram US$ 256 milhões e US$ 459 milhões saíram por conta de lucros e dividendos.

O economista do BC revelou que os investimentos estrangeiros diretos atingiram US$ 1,316 bilhão no mês passado, o que eleva para US$ 13,697 bilhões o total do ano. Crescimento substancial, segundo ele, comparado aos US$ 314 milhões contabilizados em outubro de 2003 e aos US$ 6,781 bilhões acumulados em igual período do ano passado. Entraram, no mês, US$ 1,127 bilhão para participação em capital de empresas brasileiras, contra desembolsos de US$ 189 milhões de empréstimos intercompanhias.

Altamir Lopes afirmou que as reservas internacionais, no conceito de liquidez, encerraram o mês de outubro com saldo de US$ 49,416 bilhões, com redução de apenas US$ 80 milhões em relação a setembro. Destaque para a entrada de US$ 1 bilhão pelo lançamento de bônus da República, contra amortizações correspondentes a US$ 930 milhões. As reservas líquidas ajustadas (sem empréstimos do FMI) somam US$ 24,170 bilhões.

Ele revelou, ainda, que em função do "bom momento" das contas correntes externas e da retomada do crescimento da economia a dívida externa continua caindo. Os últimos números consolidados são de agosto, e demonstram que a dívida está em US$ 203,170 bilhões; quase no mesmo nível da dívida em dezembro de 1997, que era de US$ 199,998 bilhões. Em relação ao fechamento do ano passado houve redução nominal de US$ 11,760 bilhões.

Do endividamento total, US$ 182,612 bilhões correspondem a compromissos de médio e longo prazos, enquanto US$ 20,558 bilhões vencem a curto prazo. O setor público não-financeiro responde por US$ 113,971 bilhões (56,1%) da dívida externa, e os demais US$ 68,8 bilhões correspondem a compromissos do setor privado e dos bancos oficiais.
 
 
Agência Brasil
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