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Brasil

Construção civil emprega 19 mil pessoas na Capital

17 Ago 2007 - 04h50

O setor da construção civil está aquecido e a tendência é a de continuar expandindo. Dos 30 mil trabalhadores de Campo Grande, 19 mil estão empregados. Já os outros 11 mil dividem-se em trabalhadores que partiram para outras opções de trabalho, estão em obras particulares ou tentam voltar para a construção civil, porém, não possuem qualificação.

Por outro lado, o presidente do Secovi, Marcos Augusto Netto, destaca que o volume de financiamentos ainda é pequeno, embora a Caixa esteja com o setor em expansão. O problema são os bancos particulares, que ainda estão tímidos no segmento de empréstimo para a casa própria.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Samuel da Silva Freitas, o volume de ofertas de trabalho continua crescendo, mas o problema está na falta de atualização e qualificação dos trabalhadores. Ele frisa que hoje as empresas que fabricam novos materiais, os colocam no mercado, mas os pedreiros, carpinteiros e ajudantes não conhecem o produto e com isso ficam sem trabalho.

"O trabalhador da construção civil precisa se atualizar e gostaríamos que os órgãos públicos promovessem esses cursos", comenta Samuel. "Isso evitaria que para as grandes obras que são construídas aqui em Campo Grande, viessem profissionais de outros estados, enquanto os daqui ficam desempregados", diz. Ele destaca que hoje as obras resultantes dos financiamento da Caixa são responsáveis pelo número de trabalhadores empregados com carteira assinada.

As obras financiadas empregam mais de 13 mil trabalhadores. "A diferença de mais de seis mil são os que trabalham nas obras particulares", analisa.

O setor da construção civil retomou fôlego a partir de meados de 2005, quando os financiamentos da Caixa começaram a decolar, segundo Samuel. Em 2006 manteve o crescimento e neste ano deverá crescer ainda mais.

Evasão de recursos

Para Marcos Augusto Netto, do Secovi, os financiamentos por meio do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) são ínfimos aqui em Mato Grosso do Sul. Ele frisa que o Estado fica, em média, com 0,56% do "bolo" dos recursos disponibilizados pelo sistema, em todo o País. Em cinco meses, os recursos aplicados em financiamentos do SBPE, somam R$ 37,5 milhões.

Mesmo com um volume crescente de captação da poupança no Estado, Marcos Augusto avalia que "mesmo com o esforço da Caixa em captar recursos, o que falta são os bancos privados começarem a investir aqui no Estado. Eles arrecadam recursos, batem recordes em cima de recordes e não estamos aumentando nesta mesma proporção os financiamentos imobiliários". Para ele, "será necessária a intervenção das autoridades para cobrar essas aplicações aqui e evitar esta evasão dos recursos depositados aqui". Marcos Augusto chama a atenção para o boom imobiliário que ocorre no País. "Mas nós aqui no Estado só ouvimos o eco", completa.

 

Correio do Estado

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