Menu
LIMIT ACADEMIA
segunda, 21 de janeiro de 2019
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
ITALÍNEA
Brasil

Conselho de Ética do Senado instala processo contra Renan

6 Jun 2007 - 14h00
 
O Conselho de Ética do Senado instalou nesta quarta-feira o processo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O objetivo é investigar se houve irregularidade na relação com o lobista Cláudio Gontijo, que intermediava o pagamento de contas pessoais do senador.

O relator do processo proposto pelo PSOL será o senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA). O presidente do Senado já explicou que utilizava Gontijo apenas como intermediário para fazer repasses à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de três anos. E negou que tenha usado recursos de terceiro, sobretudo da empreiteira Mendes Júnior, contratante de Gontijo.

A pena máxima de um processo por quebra de decoro é a perda do mandato e a inelegibilidade por oito anos. Apesar disso, é pouco provável que Renan sofra essa condenção. A grande parte dos senadores defende que o episódio limita-se à esfera pessoal de Renan e acredita na tese de que não há recurso de outrem nos repasses à jornalista.

O ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, também saiu em defesa do presidente do Senado. Ele é partidário da tese de que Renan está debatendo-se sobre um episódio pessoal.

"O Renan está passando por uma tremenda injustição. Não há nenhuma prova, nenhum indício que a empresa Mendes Júnior tenha sido beneficiada nessa relação", disse o ministro. "Se não tem prova, não tem o que investigar. Estaremos entrando simplesmente na esfera pessoal da vida do senador Renan", afirmou Mares Guia.

O caso

O representante da empreiteira confirmou, em depoimento à corregedoria do Senado na terça-feira (5), a versão de Renan Calheiros. Durante o depoimento de cerca de duas horas, Gontijo detalhou os pagamentos que, segundo ele, foram feitos a pedido do senador. De acordo com o lobista, Mônica recebeu três tipos de repasses: um desembolso total, uma única vez, em dinheiro, de R$ 40 mil, referente a um ano de aluguel; R$ 8 mil por mês de pensão por conta da filha; e R$ 4 mil referentes à proteção de segurança particular.

O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), afirmou que Gontijo foi convincente, sereno e estava tranqüilo durante todo o depoimento. Para Tuma está claro que Renan dispunha de recursos suficientes para manter os pagamentos à Mônica. “É preciso confirmar agora com a Mônica Veloso porque deve ter diversos extratos (bancários) que confirmam os depósitos que o Gontijo disse que fez em nome do Renan”, afirmou. Ainda não está definida uma data que a jornalista seja ouvida.

Segundo Tuma, Renan entregou dinheiro vivo a Gontijo na maioria das vezes. Segundo ele, apenas em um mês (não especificado), o presidente do Senado teve de dar um cheque para complementar o pagamento. “Mas ele disse que, por orientação do Renan, foi à agência bancária para sacar o valor do cheque para entregar dinheiro à Mônica”, disse o senador do DEM de São Paulo . A representaçãoà jornalista Mônica Veloso, com quem o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem uma filha de três anos.

A representação

Além da questão da Mendes Júnior, a representação do PSOL questiona se houve também irregularidade na relação de Renan com o empresário Zuleido Veras, dono da construtora Gautama, pivô da Operação Navalha da PF, que desbaratou um esquema de fraude em licitação e desvio de dinheiro público.

Outro ponto que o partido levanta seriam supostamente ganhos irregulares com venda de gado. Romeu Tuma (DEM-SP) afirmou durante a sessão do Conselho de Ética desta quarta que reuniu-se com a ministra Eliane Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, e ela disse que, até agora, não há nenhuma irregularidade cometida por Renan com a Gautama.

 

 

G1

Deixe seu Comentário

Leia Também

GUERRA NO RJ II
Parentes de mortos durante chacina em São Gonçalo e Itaboraí dizem que vítimas eram inocentes
GUERRA NO RJ
Chacina deixa pelo menos 7 mortos na Região Metropolitana do Rio
BBB 19
Famosos protestam contra Maycon por agredir animais e mãe o defende: 'Não é um monstro'
MORTE A ESCLARECER
Exército investiga morte de sargento após teste de aptidão física
CASO DE POLÍCIA
Rapaz morre em pátio de motel
MINISTRA DO MS NO GOVERNO BOLSONARO
Ministra Tereza Cristina garante fortalecer cadeia do leite e agricultura familiar
PROBLEMAS MENTAIS
Casal é brutalmente agredido a enxadadas pelo filho
BARRADO
Filho do cantor Marciano diz ter sido impedido de ir no velório do pai
A COBRA VAI FUMAR - SEGURANÇA NO MS
MS fecha o cerco contra a violência na fronteira em mega operação
LUTO NA MÚSICA
Marcelo Yuka, fundador do Rappa morre aos 53 anos