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Conselheiros do Corinthians adiam parceria com MSI

6 Nov 2004 - 07h15
O conselho deliberativo do Corinthians adiou nesta sexta-feira a decisão de formalizar a parceria com a empresa britânica MSI. A votação para aprovar o acordo foi adiada por 15 dias.

Na reunião, os conselheiros preferiram seguir as sugestões de juízes e advogados e concordaram em propor à MSI a inclusão de oito cláusulas.

As sugestões não foram reveladas, mas a principal delas faz referência à transparência da origem do dinheiro que será aplicado no Corinthians. A MSI propõe que os recursos sejam declarados normalmente no Banco Central e tributados. O conselho exige que um banco do Reino Unido ateste a legalidade do dinheiro a ser investido no clube.

O contrato entre a empresa britânica e o Corinthians foi analisado pelo Conselho de Orientação (Cori) do clube, formado por 25 conselheiros.

Caso a MSI concorde com as mudanças, o contrato será novamente analisado pelo Cori e depois irá a votação pelo conselho deliberativo daqui a 15 dias.

Opositores ao contrato de parceria com a MSI no Corinthians apostam na suposta ligação do líder do grupo de investimento, o iraniano Kia Joorabchian, com o russo Boris Berezovski, acusado de crimes como lavagem de dinheiro e assassinato, para impedir a assinatura do acordo.

"Pelo que li nos jornais hoje, está comprovado o envolvimento do Boris Berezovski na parceria. Este é um dado que precisa ser analisado com muito cuidado", disse o vice-presidente de futebol corintiano, Antonio Roque Citadini, em entrevista à rádio Jovem Pan. A MSI nega a ligação com Berezovski, apesar da amizade entre Joorabchian e o russo.

O conselheiro Romeu Tuma Júnior disse que o presidente corintiano, Alberto Dualib, confirmou a participação de Berezovski na transação. "Ele [Dualib] esteve com Berezovski [em um encontro na inglaterra] e falou pra todo mundo no conselho que ele [Berezovski] estaria patrocinando tudo isso", revelou, em entrevista à TV Globo.

Um ponto a ser usado contra a MSI é a expectativa, com base no último balanço anual do clube, de que o Corinthians tenha receita de ao menos R$ 384 milhões em dez anos, tempo do contrato inicial previsto com o parceiro.

A MSI injetaria bem menos dinheiro durante o período. Com pagamento de dívidas, contratações, salários e dinheiro para o departamento social, a empresa deve desembolsar R$ 242,7 milhões em uma década --R$ 141,3 milhões a menos do que as receitas básicas.

De imediato, o investimento seria de US$ 35 milhões (R$ 98,7 milhões), que seriam divididos em US$ 20 milhões para o pagamento de dívidas e US$ 15 milhões para contratações.

Apesar disso, o presidente corintiano, partidário da parceria, deve conseguir aprovar o contrato, já que tem apoio da maioria dos conselheiros. A oposição, no entanto, ameaça ir à Justiça mesmo se o contrato for assinado para anular o acordo.

Um grupo de torcedores foi ao Parque São Jorge criticar a eventual parceria e o presidente Alberto Dualib. A Gaviões da Fiel pede transparência aos dirigentes corintianos e afirma que o iraniano Kia Joorabchian, líder da MSI, é um "picareta".
 
 
Folha Online

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