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Fátima do Sul, 23 de Outubro de 2017
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16 de Dezembro de 2004 14h03

Confusão marca fim dos ingressos para Santos e Vasco

“Quem não tem competência, usa a força”. A afirmação do advogado Paulo Sérgio Luiz, de 42 anos, refletiu muito bem o que passou o torcedor para conseguir um suado ingresso em São José do Rio Preto para a partida entre Santos e Vasco, neste domingo.

O jogo pode dar o título do Campeonato Brasileiro ao Peixe, que só precisa da vitória para levar a taça. A confusão marcou o encerramento das entradas na cidade do interior para o confronto decisivo do Nacional.

As filas no estádio Benedito Teixeira já se formavam logo na noite de quarta-feira. “Eu cheguei às 21h. Dormi aqui no chão, passei frio e esperei muito. Quando chegou o horário da venda, atrasou tudo, fui atropelado e agora estou aqui assistindo”, lamentou o estudante Lucas Gomes Marques, de 15 anos, que ficou sem o ingresso.

Os torcedores alegavam que não houve qualquer organização no local. Quando a reportagem da Gazeta Esportiva Net chegou ao estádio, a polícia tentava conter os fãs mais exaltados, mas sem qualquer isolamento ou cordões.

A confusão só foi “organizada” por volta das 11 horas, uma hora após a abertura das três bilheterias, com a chegada da Tropa de Choque, e do canil da Polícia Militar. “A PM veio suprir a ausência da organização, que perdeu o controle”, explicou o major Jean Charles, que era o comandante no local.

Ao lado do coronel Macera, Charles foi à marquise do Teixeirão e tentou organizar, sem êxito, a fila. Mais de três mil pessoas aguardavam próximas ao estádio, enquanto os torcedores próximos aos guichês trocavam socos para conseguir o direito de comprar o seu bilhete. “Água, joga água pelo amor de Deus”, berravam alguns, enquanto outros eram retirados inconscientes.

O jovem Diego Ferreire de Souza, de 17 anos, deixou de ir à escola, chegou ao Teixeirão às 4h de quinta-feira, mas também ficou na mão. “Chegou as 9 horas, o pessoal invadiu tudo e acabei sendo expulso pela polícia. É uma vergonha”, reclamou.

A manicure Cínara Melo, de 24 anos, precisou levar o filho para uma amiga para tentar comprar a entrada. “As formigas me comeram, deixei meu filho e não valeu nada. Vir aqui para ver isso não valeu a pena”, disse, também sem ingresso.

Para a vendedora Consuelo Aparecida dos Santos, de 47 anos, o sonho de ver o time do coração ficou muito próximo. Ela estava na frente da terceira bilheteria aberta, quando o comando da PM e a direção do América anunciou o fim dos ingressos.

Inconformada, a vendedora só teve motivos para lamentar. “Cheguei bem perto e fiquei sem nada. Estou aqui desde às 6h e agora vou ter de apelar para os cambistas”, afirmou, enquanto se dirigia a um dos inúmeros cambistas, que vendiam ingressos para a arquibancada por até R$ 150. Na bilheteria, o preço da entrada para este setor era de R$ 15.

Quem conseguiu o tão sonhado ingresso teve ainda de enfrentar uma verdadeira prova de resistência. A única maneira de sair da frente do guichê era saltando a grade de uma altura de três metros, que separa a bilheteria da rua. “E nesta hora cadê o Estatuto do Torcedor?”, disparou a comerciante Maria Helena de Souza, antes de sair com o filho, sem o ingresso.

Segundo a assessoria de imprensa do Santos, pouco mais de duas mil entradas foram vendidas nesta manhã. Agora, quem quiser assistir à partida terá de recorrer aoa cambistas.

 

 

Gazeta Esportiva

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