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21 de Setembro de 2004 13h12

Conferência da História da África acontece hoje

Será realizada nesta quarta-feira (22/09) a partir das 08h no auditório do Alphonsus Hotel a 1ª Conferência Sobre a História da África com apoio do Sindicato dos Professores de Dourados (SIMTED) e deverá reunir educadores e diretores de escolas do município.

Já confirmaram presenças na Conferência sobre a História da África, o ex-deputado federal Ben Hur Ferreira, autor da Lei 10639 de nove de janeiro de 2003 que obriga a inclusão do ensino da História da África nas escolas brasileiras; o prefeito Laerte Tetila; o líder do movimento Negra Atitude, Vander Nishijima;  a coordenadora da CPPIR-MS, Ana Sena; a professora Maria José Rocha que proferirá a palestra intitulada “A História do Negro no Brasil e a importância da Lei 10639” e o deputado federal João Grandão (PT-MS) coordenador do Núcleo de Parlamentares Negros da Câmara (Nupan).

Durante o evento será lançado o livro “Rompendo Silêncios – História da África nos currículos da Educação Básica”. No livro, o deputado João Grandão, escreveu o artigo intitulado “Ensino de História da África busca reparar 500 anos de opressão” onde aborda questões relevantes sobre a inclusão desta matéria no currículo das escolas brasileiras. O parlamentar é professor licenciado de história da Rede Estadual de Ensino e coordenador do Núcleo de Parlamentares Negros (NUPAN) na Câmara Federal e é um ativo militante em defesa da luta em torno das questões raciais e étnicas.

O livro que será lançado conta com dezenas de artigos sobre o ensino da história da África e foi prefaciado pela ministra Matilde Ribeiro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR).

REPARAÇÃO

O deputado João Grandão afirma que “o Ensino de História e cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas públicas brasileiras atende a uma reivindicação de várias décadas do Movimento Negro e representa mais uma vitória na luta contra o racimo e pelo fim da desigualdade social e racial.
Sabemos que a escola tem um papel preponderante na tarefa de educação das novas gerações nas relações étnico-raciais. Creditamos este avanço ao Governo Lula, que, desde o seu início, demonstrou preocupação com a criação de políticas de promoção da igualdade racial, de reconhecimento e valorização das Ações Afirmativas para a raça negra. Registre-se a criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) com status de Ministério”.

O Ensino da História e Cultura afras, segundo o professor João Grandão, contribuirá para que os descendentes de africanos negros rompam com um ciclo de danos psicológicos, materiais, sociais, políticos e educacionais perpetrados pela elite branca desde o regime escravista, bem como em virtude de políticas explícitas ou veladas de branqueamento da população, de manutenção de privilégios exclusivos para grupos com poder de governar e de influir na formulação de políticas.

No artigo que está no livro, João Grandão explica que os cinco séculos de opressão imposta à raça negra e seus descendentes serão analisados nas escolas brasileiras a fim de que a sociedade realmente tenha consciência de que a sociedade realmente tenha consciência do que a escravidão representou e representa para o Brasil.
”Cabe ao Estado brasileiro promover e incentivar políticas de reparações, no que cumpre o disposto na Constituição Federal, artigo 205, que assinala o dever do Estado de garantir indistintamente, por meio da educação, iguais direitos para o pleno desenvolvimento de todos e de cada um, enquanto pessoa, cidadão ou profissional”.

O parlamentar petista diz que a Lei 10.639/2003, que alterou a Lei 9.394/1996 e estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileiras e africanas, requer mudança nos discursos, raciocínios, lógicas, gestos, posturas, modo de tratar as pessoas negras.

João Grandão diz que é importante desconstruir o mito da democracia racial na sociedade brasileira, mito este que difunde a crença de que os negros não atingem os mesmos patamares que os não-negros por falta de competência ou de interesse, desconsiderando as desigualdades seculares que a estrutura social hierárquica estabelece para os negros.
A questão racial, na opinião de João Grandão, não é assunto de negros para negros, mas de todas as pessoas que querem uma sociedade mais justa e mais fraterna.

 

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