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Conab vai escoar 36% da safra de milho 2006/07 em MS

11 Jul 2007 - 17h33
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), garantiu aos produtores de Mato Grosso do Sul, nesta terça-feira (10), que vai atuar no escoamento de até 1 milhão de toneladas de milho da safra 2006/07 no Estado, ou seja, aproximadamente 36% da produção prevista de 2,84 milhões de toneladas.

Embora com apenas 1% da área de milho safrinha colhida, os representantes da cadeia produtiva da cultura no Estado de Mato Grosso do Sul estiveram atentos à explicação e projeção da ação dos instrumentos disponíveis pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o escoamento da produção, que foram debatidos ontem durante reunião promovida pela Câmara Setorial de Logística, Armazenagem e Transporte, ligada à Seprotur.

O evento, realizado no auditório da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado (Famasul), procurou debater com os representantes da Conab e do Ministério da Agricultura, a apreensão dos produtores sul-mato-grossenses, diante da supersafra de milho do País.

No Estado, o milho de primeira safra totalizou 571 mil toneladas. Somada à safrinha, prevista em 2,2 milhões de toneladas, a produção total deve saltar 21%, saindo dos 2,34 milhões em 2006, para 2,84 milhões de toneladas, previstas na safra atual.

Em todo o Brasil, a produção total da cultura deve bater os 51,75 milhões de toneladas, número 21,4% maior que o resultado obtido no ano passado, quando foram colhidos 42,63 milhões de toneladas.

Somados a estes números, o secretário de política agrícola do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Silvio Farnese, acrescentou ainda os “estoques de passagem” (volume de commodities produzido na última safra e que não foi consumido nem exportado) do País, são da ordem de 3,5 milhões de toneladas. Assim, diante da demanda nacional do produto, calculada em 40 milhões de toneladas, haverá um excedente de 12,5 a 13,5 milhões de toneladas de milho. “Nosso esforço é no sentido de amenizar este excedente de produto, que vai fatalmente pressionar os preços do milho para baixo”, destaca, lembrando que hoje no Estado, o preço mínimo do milho é de R$ 14,00 por saca de 60 quilos.

Para a superintendente de operações da Conab, Mônica Avelar Antunes Netto, os instrumentos voltados à política de garantia de preços mínimos devem ser bem conhecidos pelos produtores, cooperativas e compradores. Ela alerta que, para cada modalidade, os editais publicados no site da Conab exemplificam as condições e situações específicas. Atualmente, constam entre esses instrumentos o Prêmio para Escoamento de Produtos (PEP), Contrato de Opção, Prêmio de Risco para Aquisição de Produto Agrícola Oriundo de Contrato Privado de Opção de Venda (PROP), Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (PEPRO), Prêmio para Equalização do Valor de Referência da Soja em Grãos (PESOJA), além das vendas em balcão – instrumento destinado a pequenos criadores e agroindústrias de pequeno porte).

O secretário do Mapa Silvio Farnese revelou ainda que a intenção do governo federal é intervir em 50% do excedente da produção. No entanto, ele também comentou que existe a possibilidade de que a demanda aquecida do mercado norte americano possa amenizar os impactos no preço do produto, contribuindo para que o produtor consiga manter o seu preço mínimo. “Também temos um cenário muito favorável este ano: a crescente demanda de milho nos Estados Unidos para a produção de Etanol. Este comportamento fez com que o mercado pagasse no produto US$ 3,8 por “bushel” (medida de capacidade para commodities secas) com picos que chegaram até US$ 4, sinalizando um cenário extremamente saudável, se tivéssemos uma taxa de câmbio favorável”, lamentou.

A Câmara Setorial de Logística, Armazenagem e Transporte, também aproveitou para apresentar aos representantes do governo federal e produtores, projeções de custo do produto no Estado. Os números não deixam dúvidas quanto à perda de competitividade dos produtores sul-mato-grossenses diante do custo “Brasil”, um somatório de ineficiências estruturais, que vão desde o elevado custo do frete rodoviário até as altas taxas de operação dos portos, evidenciadas pela política cambial. “Temos um frete de R$ 110 para um produto que ao dólar cotado a R$ 1,89, vale entre R$ 130 a R$ 160 no porto, isto evidencia a discrepância cambial”, conclui Farnese.
 
 
 
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