Menu
LIMIT ACADEMIA
sexta, 22 de fevereiro de 2019
SADER_FULL
Busca
ITALÍNEA
Brasil

Compra de empresas no Brasil atinge 2º maior volume entre emergentes

20 Set 2010 - 16h50Por Dealogic

O volume de fusões e aquisições tendo como alvo empresas brasileiras neste ano foi o segundo maior entre os mercados emergentes --atrás apenas da China--, segundo um levantamento da consultoria britânica Dealogic.

Até setembro, a Dealogic registrou 375 operações que resultaram na troca de mãos de ativos de empresas brasileiras, alcançando quase US$ 76 bilhões. A compra de parte da Brasilcel, controladora da Vivo, pela espanhola Telefônica por US$ 9,6 bilhões em maio lidera a lista.

Esse volume só foi maior na China, onde foram registradas 2.689 operações, superando US$ 134 bilhões.
Há quatro anos o número de fusões e aquisições tendo como alvo companhias de países emergentes vêm superando o numero de operações semelhantes tendo como alvo as empresas de países europeus.

No entanto, pela primeira vez, tendência semelhante foi registrada em termos de volumes alcançados nessas operações.
Para o período de janeiro a setembro, o volume de fusões e aquisições de companhias europeias desabou do pico de US$ 1,85 trilhão atingido em 2007 para US$ 556 bilhões neste ano.

Já os países emergentes reagiram melhor aos efeitos da crise. As fusões e aquisições tendo como alvo companhias destas economias chegaram a US$ 913 bilhões em 2007, caíram nos anos seguintes e voltaram a se recuperar neste ano, atingindo US$ 578 bilhões.

Deste total, os quatro Brics (China, Brasil, Índia e Rússia, nessa ordem) respondem por mais da metade: US$ 311 bilhões.
Para analistas, os números mostram o dinamismo e a atratividade dos países emergentes, e dos Bric em particular, em comparação com os países ricos fortemente afetados pela crise econômica.

Em quinto lugar entre os países mais procurados e pouco atrás da Rússia aparece o México, onde as fusões e aquisições tendo como alvo empresas nacionais chegaram a US$ 43 bilhões.

Como o Brasil, o México tem três operações entre as dez mais volumosas do período, incluindo a maior delas, a compra da Carso Global Telecom pela América Movil por US$ 24 bilhões em janeiro deste ano.

Entretanto, em número de operações os mexicanos ficam atrás - 117 no total.
No Brasil, além da compra de parte da Brasilcel pela Telefônica, figuram na lista das maiores operações a união da TAM e da LanChile anunciado em agosto (US$ 5,5 bilhões) e a aquisição de ativos da Cosan pela anglo-holandesa Shell em fevereiro (US$ 5,4 bilhões).

QUADRO DE INFORMAÇÕES

Fusões e aquisições (países-alvos)

China - US$ 134,4 bilhões
Brasil - US$ 75,8 bilhões
Índia - US$ 56,3 bilhões
Rússia - US$ 44,9 bilhões
México - US$ 43,1 bilhões

Emergentes - US$ 578,8 bilhões
Europa - US$ 556,5 bilhões

Deixe seu Comentário

Leia Também

AMOR INCONDICIONAL
Cadela espera toda noite pela chegada de Boechat, diz mulher do jornalista
VIOLENCIA DOMESTICA
Reconstrução de rosto de mulher espancada na Barra vai durar seis meses, diz médico
REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Aposentadoria é para viver, não para receber só à beira da morte
CHANTAGEM
Ladrões invadem estabelecimentos, obrigam funcionárias a tirarem a roupa, filmam e extorquem vítimas
FORAGIDO
Atirador invade escritório de advocacia e mata duas pessoas
BBB 19
Rízia chora por estar acorrentada: 'Vontade de desistir'
LARANJADA
Deputados do PSOL distribuem laranjas na chegada de Bolsonaro à Câmara
AMOR A PROFISSÃO
Pedreira caprichosa viraliza com trabalho detalhista e ganha novos clientes
FÁTIMA DO SUL - O BOTICÁRIO
O Boticário apresenta Quasar Brave, venha conferir no O Boticário em Fátima do Sul
SUPERAÇÃO
Jovem que morou 5 anos nas ruas se forma em Direito