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AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

Comércio eletrônico deve ter alta de até 50% ao ano

2 Jul 2007 - 10h45
Vender pela internet está deixando de ser um diferencial para os grandes varejistas para se tornar ferramenta básica na estratégia de conquistar novos clientes e não perder os antigos. Com projeção de crescimento do faturamento do comércio eletrônico entre 40% e 50% ao ano, pelos próximos três anos, ninguém quer ficar de fora da rede.

As Casas Bahia e as redes de supermercados Carrefour e Wal-Mart já anunciaram que devem começar as vendas pela internet no próximo ano. Em 2007, a e-bit, que faz o acompanhamento do comércio eletrônico nacional, prevê um aumento de 45% no faturamento, saltando para R$ 6,4 bilhões.

Para as Casas Bahia, a entrada nesse nicho está condicionada à ampliação da base de clientes com cartões de crédito da empresa. Já foram emitidos 2,5 milhões de plásticos, e a meta é vender pela internet quando chegar aos 4 milhões, o que pode acontecer em 2008.

Para Gerson Rolim, diretor executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, a entrada das Casas Bahia nesse nicho é uma quebra de paradigma. "Vai acelerar o crescimento [do comércio eletrônico no Brasil]. Acho que haverá pessoas que vão comprar pela primeira vez pela internet nas Casas Bahia", afirmou.

Além da chegada de novos varejistas, Rolim destaca o papel das classes mais baixas, que vêm impulsionando o setor graças à inclusão digital. Em setembro de 2000, os consumidores com renda familiar até R$ 3.000 eram 34% dos compradores on-line, dado que passou para 44% em 2006.

Considerando todas as faixas de renda, havia 7 milhões de clientes em 2006, e a previsão é chegar a 9,8 milhões neste ano. Segundo Pedro Guasti, diretor-geral da e-bit, a projeção é de um aumento anual entre 30% e 40% nos próximos três anos.

Ele avalia que menos de 2% das vendas do varejo brasileiro sejam virtuais, mas o número não é tão pequeno se comparado com o dos Estados Unidos, que, mesmo com o mercado já maduro, não passa dos 5%.

Em terras americanas, aliás, o ritmo do avanço do comércio eletrônico vem caindo. "No ano passado, foram 22% [de aumento no faturamento], contra taxas na casa dos 40% a 45% no início da década", comparou.

Um dos motivos para a projeção de alta do faturamento estar acima da do número de consumidores no Brasil se deve ao fato de que os internautas estão comprando produtos cada vez mais caros, ampliando o leque antes dominado pela trinca livro/CD/DVD. Eletrodomésticos, eletrônicos, telefones e itens de informática, que eram 21% das vendas em 2002, responderam por 39% em 2006.

 

 

Mídia Max

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