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Fátima do Sul, 23 de Outubro de 2017
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30 de Dezembro de 2004 14h40

Comercialização de vacinas contra aftosa bate recorde

A indústria veterinária comercializou 348 milhões de doses de vacinas contra febre aftosa em 2004, ante 328,2 milhões de doses em 2003. Os dados são da Central de Selagem de Vacinas (Vinhedo/SP), órgão constituído em parceria entre o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) e o Ministério da Agricultura.

Outra notícia positiva, também segundo informações da Central de Selagem de Vacinas, refere-se ao aumento das vendas de vacinas contra aftosa no Norte e no Nordeste, regiões que aceleram o combate à doença. Estados como Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, Maranhão, Rondônia e Ceará, por exemplo, aumentaram a demanda em 138%, 54%, 50%, 47%, 32%, 24% e 12%, respectivamente.

Segundo Sebastião Guedes, consultor do Sindan, os números de 2004 superaram as próprias expectativas da indústria veterinária, que trabalhava com previsão de comercialização de 340 milhões de doses. “O resultado positivo no combate à febre aftosa é reflexo da importância dada pelo ministro Roberto Rodrigues às regiões Nordeste e Norte e pela parceria dos vários elos da cadeia produtiva da carne bovina, empenhados em erradicar definitivamente a doença do País”, afirma Guedes.

A parceria referida por Sebastião Guedes envolve desde a Central de Selagem de Vacinas, que assegura a rastreabilidade de 100% da vacina comercializada no País, os fabricantes, que colocaram no mercado volume suficiente para atender a demanda e manter elevados estoques, os investimentos nos testes EITB para diferenciação de títulos sorológicos devidos a proteínas não estruturais provenientes de vacina dos títulos da infecção natural, o apoio da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA) e do Fundo Nacional de Defesa da Pecuária (Funadep), até a ajuda aos vizinhos, como Bolívia e Paraguai.

“Há dois anos o Brasil não enfrenta problemas de abastecimento de vacinas e trabalha com estoques superiores ao volume de segurança de 40 milhões/doses exigido pelo MAPA. Atualmente são 54 milhões de doses de vacinas contra febre aftosa disponíveis”, afirma Emílio Salani, presidente do Sindan. “Além disso, o Brasil possui o maior parque industrial do mundo com capacidade superior a 500 milhões de doses por ano”, complementa Salani.

Erradicação das Américas – A intensificação do combate à febre aftosa não acontece apenas no Brasil. O trabalho que une produtores, indústria e governo objetiva a erradicação da doença em todo o continente americano. As ações foram previstas pelo Grupo Interamericano de Erradicação da Febre Aftosa (GIEFA), criado no início de 2004, e que reúne representantes de todas as regiões das Américas.

“O GIEFA definiu o prazo de erradicação da febre aftosa nas Américas em no máximo cinco anos a partir de 2005”, assinala Sebastião Guedes, também membro do Grupo. “O plano também recomenda o uso de vacinas biosseguras e sem proteínas não estruturais. A vacina trivalente OAC utilizada pelo Brasil deve ser usada na Bolívia, Paraguai e Sul da Colômbia. A vacinação do rebanho pode ocorrer por mais cinco anos após a erradicação da doença clínica como forma de evitar a re-introdução do vírus”, informa Guedes.

“Todas essas medidas são recomendadas para assegurar a erradicação da doença e acabar com as barreiras sanitárias enfrentadas pelo Brasil por conta da aftosa”, finaliza o consultor do Sindan.
 
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