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8 de Setembro de 2004 08h21

Com Ronaldo em alta, seleção brasileira enfrenta a Alemanha

Nesta quarta-feira, às 14h45 horário de Mato Grosso do Sul, é amistoso. Em 2006, se novamente acontecer, será na final da Copa do Mundo.

Na véspera do duelo entre Brasil e Alemanha, na revanche da final do último Mundial, os organizadores da próxima edição, em evento na embaixada brasileira em Berlim, transmitiram um recado de Franz Beckenbauer, o chefão do Comitê Organizador: a chave da Copa-2006 será feita de uma forma em que as seleções só possam se cruzar na decisão.

"Posso garantir que Brasil e Alemanha não poderão se enfrentar antes", afirmou Wolfgang Niersbach, um dos vices do Comitê Organizador, que também prometeu que a seleção pentacampeã fará o jogo de abertura --prerrogativa que era do detentor do título mundial, mas que acabou depois que a Fifa determinou que os vencedores das Copas passem a disputar as eliminatórias.

Com oito títulos mundiais na bagagem, Brasil (cinco) e Alemanha (três) terão um novo round de uma disputa que hoje é bastante desequilibrada.

Desde a final da Copa-2002, Ronaldo, 27, brilha dentro e fora de campo, e o Brasil é novamente soberano na bola. Desde que soltou nos pés do rival o chute de Rivaldo, Kahn, 35, perdeu a fama de melhor goleiro do mundo, e a Alemanha, a de equipe símbolo da eficiência.

Ronaldo entrou em estado de graça depois da decisão do Mundial. Trocou a Inter de Milão pelo Real Madrid em um negócio de € 40 milhões. Foi eleito de novo pela Fifa o melhor jogador do mundo. Sua vida pessoal vai bem. Anunciou no domingo o casamento com a modelo Daniella Cicarelli.

Já Kahn, que antes de falhar na final de Yokohama recebeu o título de melhor jogador da Copa, viu sua carreira entrar em pane.

Prova disso é que na terça-feira, no último treino da sua seleção para o jogo, foi vaiado pelos cerca de mil torcedores que foram ao estádio.

Isso depois de acumular falhas, como na última Copa dos Campeões, quando deixou a bola passar sob seu corpo em chute de Roberto Carlos, num jogo decisivo entre Real Madrid e Bayern de Munique, time que acumula fracassos. Fora de campo, o goleiro se viu envolvido em um escândalo sexual e se separou da mulher.

Em um vídeo feito pelos alemães, Ronaldo e Kahn falam sobre a falha grotesca do alemão na Copa. "Não acho que foi uma falha. O chute do Rivaldo teve muito efeito", atenua o atacante.

Já Kahn admite o erro. "Na hora, pensei por que isso deveria acontecer justo comigo. Mas, talvez por todas as contusões que ele (Ronaldo) teve, acho que foi uma questão de justiça", diz.

Depois do Mundial, o Brasil ganhou uma Copa América e é o líder das eliminatórias sul-americanas. Já a Alemanha, assim como seu goleiro, entrou em parafuso. Na última Eurocopa, não passou nem da primeira fase, e muitos no país dizem que o time só não corre o risco de ficar fora da próxima Copa por não ter de jogar o qualificatório, já que será o país-sede.

Para tirar o time do buraco, os cartolas apostaram numa comissão técnica cheia de ex-atletas (o técnico agora é o ex-atacante Jürgen Klinsmann) e em alguns jovens, como o brasileiro Kuranyi, 22, do Stuttgart, filho de um alemão e uma panamenha, nascido no Rio.

ALEMANHA
Kahn; Hinkel, Fahrenhorst, Baumann e Lahm; Frings, Deisler, Ballack e Schneider; Klose e Kuranyi.
Técnico: Jürgen Klinsmann

BRASIL
Júlio César; Belletti, Juan, Roque Júnior e Roberto Carlos; Edmílson, Juninho Pernambucano, Edu e Ronaldinho; Ronaldo e Adriano.
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Local: estádio Olímpico, em Berlim (ALE)
Horário: 15h45
Juiz: Urs Meyer (SUI)
 
Folha Online
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