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Fátima do Sul, 7 de Dezembro de 2016
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14 de Novembro de 2016 07h18

Com dívida de R$ 1,5 bilhão, usina de Bumlai luta para sobreviver

Unidade já empregou 3,4 mil pessoas e hoje opera com 1,3 mil e reduziu 65% do processamento

Correio do Estado

Inaugurada na década passada como gigante do setor sucroalcooleiro de Mato Grosso do Sul, a Usina São Fernando já chegou a esmagar 20 mil toneladas de cana-de-açúcar por dia, capacidade máxima de sua produção, empregando um total de 3,4 mil trabalhadores. Três anos após entrar em recuperação judicial e acumular dívida de R$ 1,5 bilhão, a moagem de cana da unidade, de propriedade da família de José Carlos Bumlai, entrou em declínio e passou para 7 mil toneladas; o quadro de pessoal também foi encolhido e está atualmente em 1,3 mil funcionários. Atolada em meio à própria crise econômico-financeira, o grupo empresarial tem recorrido a demissões para não paralisar as atividades da unidade de vez. 

Em acordo recente, fechado com o Ministério Público do Trabalho e o sindicato de trabalhadores do município, 170 trabalhadores da usina vão assinar contrato de rescisão e começarão o ano de 2017 tendo que procurar nova oportunidade de trabalho. Somados a acordos firmados anteriormente, são 570 demissões de funcionários da Usina São Fernando desde o ano passado, segundo números repassados à reportagem pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Açúcar e Álcool de Rio Brilhante e Dourados. Os números podem ser ainda maiores, já que nem todas as demissões foram intermediadas pelo MPT e muitas vezes estão na esfera judicial, aguardando decisão.

“Temos acompanhado, para tentar dar garantia que o trabalhador receba todas as verbas rescisórias e fundiárias. Não vemos outra alternativa senão fazer esse acordo com o MPT e levar para a assembleia dos trabalhadores, ou provavelmente ela (São Fernando) estaria demitindo os trabalhadores e eles ficariam sem ter uma perspectiva de receber os direitos. Trabalhadores que saíram da empresa antes do primeiro acordo estão até hoje sem receber as verbas rescisórias”, comentou Oviedo Santos, presidente da entidade.

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