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AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

Com 65% dos votos válidos, Sérgio Cabral vence as eleições do RJ

3 Out 2010 - 19h16Por Folha Online

O candidato do PMDB Sérgio Cabral venceu as eleições do Rio de Janeiro com 65,92% dos votos válidos. No total, já foram apuradas 89,62% das urnas. Matematicamente, segundo a GloboNews, Cabral está reeleito.

Fernando Gabeira (PV) está com 21,28% dos votos válidos.

Ancorado em bons resultados na segurança pública, o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, 47, foi hoje com larga vantagem sobre Gabeira, 69.

A campanha do governador usou como bandeira principal as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), que retiraram o controle armado de traficantes de algumas favelas do Rio. A aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o forte investimento federal no Estado foram outros dois aspectos bastante explorados na propaganda peemedebista.

Os bons resultados em segurança pública perpassaram todas as áreas. A campanha de Cabral defendeu que, com segurança, o Rio se desenvolveria e as escolas em favelas teriam desempenho melhor.

A larga vantagem obtida nas pesquisas, sem qualquer alteração nos três meses de campanha, e uma cirurgia no joelho direito recolheram Cabral, que pouco saiu à rua para defender sua reeleição.

Delegou ao vice, Luiz Fernando Pezão (PMDB), o corpo a corpo no interior e em favelas da capital. Contou ainda com o apoio de diversos candidatos a deputado dos 16 partidos que compõem sua megacoligação.

Assim, Cabral foi principalmente a reuniões com entidades de classe e fez visitas a obras de seu governo.

"A população compreendeu que eu tinha que governar. Foi o que eu fiz. Governei o tempo inteiro, me dediquei ao trabalho. Aproveitei para, nessa campanha, assumir mais compromissos com a população", afirmou.

Cabral se beneficiou ainda da desistência de Anthony Garotinho (PR) em disputar a sucessão. Candidato a deputado federal --e provável campeão de votos--, o ex-governador indicou Fernando Peregrino (PR), que vocalizou as críticas do padrinho, mas sem atrair o eleitorado.

Restou a Fernando Gabeira (PV), dois anos após quase conquistar a Prefeitura do Rio, ficar isolado no papel de oposição. O deputado aliou-se ao DEM, PSDB e PPS em busca de tempo de TV e apoio para a campanha.

Tempo de TV conseguiu, mas pouco dinheiro chegou para a campanha. Ele teve ainda que contar como aliado o ex-prefeito César Maia (DEM), após este sair mal avaliado em seu terceiro mandato na Prefeitura do Rio (2005/2009).

"Tínhamos que neutralizar a máquina da propaganda e apresentar proposta. [...] Embora não tenha errado nessa campanha, não vislumbrei o caminho", disse Gabeira.

O verde focou suas críticas a Cabral na área da saúde --a gestão é suspeita de corrupção-- e educação, em que o Estado teve mau desempenho --ficou em penúltimo lugar no ranking nacional do Ministério da Educação.

Gabeira apostou ainda na popularidade obtida na arrancada que o levou ao segundo turno na eleição de 2008. Manteve o jingle antigo e usou como marca de campanha uma onda.
Em seu penúltimo programa, comemorou o fato do governo ter retomado obras que ele denunciara paradas.

"Alguma coisa conseguimos", avaliou ele. Será surpresa se algo mais conseguir nesta eleição.

COLIGAÇÕES

Cabral buscou a reeleição com uma mega-aliança de 16 partidos (PMDB, PP, PT, PSB, PSC, PDT, PC do B, PSDC, PTB, PRP, PHS, PTN, PMN, PTC, PRTB e PSL).

As diferenças entre o peemedebista e Gabeira começaram desde o início da campanha, quando Cabral declarou patrimônio total de R$ 843 mil, 30% a mais que em 2006.

O candidato do PV informou um total de R$ 54 mil, uma queda em relação aos R$ 59 mil que dizia possuir há quatro anos. Gabeira também teve dificuldades de arrecadar recursos para a campanha.

Para tentar reverter a diferença nas pesquisas em relação a seu adversário, o candidato do PV subiu o tom das críticas e acusou Cabral de ter aliança com milícias --grupos criminosos que promovem extorsão em favelas em troca de "proteção" a comerciantes. Ele também vinculou o peemedebista ao tráfico na Rocinha e à morte de um adolescente causada pela ausência de equipamento de oxigênio.

O candidato do PV contou com ao apoio de dois presidenciáveis na disputa, José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).

Até agora, o Estado do Rio teve 31 governantes eleitos por votação direta. O último foi Cabral.

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