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Fátima do Sul, 17 de Outubro de 2017
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22 de Novembro de 2004 15h29

Coluna Preliminar do Jornalista Silva Júnior

PRELIMINAR

 

Silva Júnior

 

Araçá, ingá, guavira...

 

Faço parte de uma geração, em que qualquer espaço de uma data dava para fazer um campinho para disputar uma partida de futebol, independente da bola ser de meia, plástico, “capotão”, ou coisa parecida. Época inesquecível sob todos os aspectos, principalmente, a paixão exercida por esta modalidade, quando íamos da Cabeceira Alegre à rua Eulália Pires, nas proximidades do antigo matadouro municipal, no Bandeirante, depois da Reserva Indígena e muitos outros lugares longínquos, à pé, fazer amistosos; tempo da rebatida, golzinho, etc. No trajeto desses compromissos, era comum ver a gurizada parando na beira da estrada de terra batida e entrar no mato para apanhar araçá, guavira, pitanga, ingá, jatobá, além de outras variedades naturais de plantas que infelizmente hoje, não se tem notícias. Aliás, a geração atual só conhece através da história a existência dessas espécies, se perguntar sobre o pau – raiz -  de fazer gemada, aí é que  se complica e a cabeça da rapaziada vira um trevo. Mas, deixando o saudosismo de lado, o ponto primordial desta coluna, é dizer para os mais afoitos, que naquele tempo, o pessoal de três e meia, quatro décadas, gostaria de vivenciar o profissionalismo no esporte local em vários setores, sobretudo, no futebol, pois inquestionavelmente, este é o esporte favorito entre nove de dez garotos, e porque não, com crianças a partir dos primeiros cinco anos de vida. Tanto que quantas e quantas vezes ficávamos no portão do estádio da Leda esperando alguém comprar ingressos para entramos juntos de carona, ou então, apesar de chegarmos por volta das 11 horas da manhã, quando o jogo principal depois da preliminar começava por volta de 15h; aguardávamos o término do primeiro tempo da última partida, quando os portões, por volta dos 15 minutos eram abertos, para adentrarmos na praça esportiva, por falta de grana. Esta rotina ocorreu diversas vezes. Hoje, fazendo uma análise desse passado, fico a imaginar as mudanças radicais de comportamento. Para levar um “Piá” numa praça esportiva, necessário se faz, montar primeiro um laboratório de informática, e olha lá...Naquela época, os campos existentes em Dourados, a maioria eram de terra batida; gramados, dava para contar nos dedos. O Velosão, Beira Z..., Vila Maxuell, viraram condomínio, outros como o Santa Brígida, Parque das Nações I Plano, Vidrão do Água Boa, foram transformados em escolas, além daqueles como o Floresta, o da Vila Índio, que estão sendo utilizados para moradias, ginásio municipal e afins. Porém, temos o privilégio de ter alguns centros esportivos e um dos principais estádios de futebol do Centro Oeste, que é o Douradão. E mais, em breve, a partir de janeiro do ano que vem, vamos ser contemplados com um dos mais modernos Centros de Formação de Atletas Profissionais do Brasil, que é o 7 Setembro em parceria com o Atlético Paranaense. Apesar das muitas mudanças no comportamento esportivo de Dourados, uma coisa é certa: este pedaço de chão é mesmo bom, aliás, excelente para viver.     

 

 

Cá taremos terça-feira que vem...

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