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29 de Março de 2007 15h15

Colombianos fogem da guerrilha e vêm para o Brasil

Oito por cento dos colombianos estão vivendo longe de casa por causa do conflito armado que atinge o país. Entre os que escolhem buscar abrigo em outra nação, o Brasil é, cada vez mais, uma opção de vida. Por causa da proximidade com a Colômbia, o estado do Amazonas recebe muitos desses estrangeiros.

 

Segundo a Organização das Nações Unidas, existem mais de três milhões de colombianos afastados de casa para fugir de áreas atingidas pelos conflitos armados e pela ação da guerrilha ligada ao narcotráfico. Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha mostra que, em 2006, aumentou em mais de 21% o número de pessoas atendidas pelo programa de assistência da entidade que cuida dos casos de deslocamento interno no país.

Os principais motivos para as fugas de regiões de conflito são as ameaças de morte e os confrontos armados. Também há muitos casos de pessoas que se recusam a colaborar com os guerrilheiros.

Por esses motivos, muitos colombianos buscam abrigo no Brasil. O Amazonas é um dos estados que recebe os refugiados. As famílias se instalam em pequenas cidades da fronteira ou vão para a capital. Os maiores desafios são encontrar trabalho e casa.

Oficialmente, o governo brasileiro afirma que existem 222 refugiados colombianos vivendo legalmente no Brasil. Mas o número é ainda maior porque muitos trazem as famílias e outros amigos que permanecem no país em situação irregular.

Para o colombiano Fred Ortiz, a mudança para o Brasil significa um recomeço. Ele foi vereador por três anos em Saravena, no Nordeste da Colômbia. Ortiz não cumpriu orientações das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), foi ameaçado de morte e foi obrigado a abandonar tudo. "Fui forçado, mas desde que cheguei aqui senti uma sensação de liberdade, de descanso."

Jean, o filho mais velho, ainda lembra dos dias de agonia. "Além do que a gente sofreu, também vimos muitos conhecidos que também tiveram prejuízos e tiveram familiares foram mortos. Por isso tomamos a decisão de vir pra cá."

 

G1

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