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Cidade do sudoeste de Goiás quer ser anexada ao MS

14 Jun 2007 - 09h22

A cidade de Chapadão do Céu (GO) pode se tornar uma cidade sob domínio do Mato Grosso do Sul (MS). Dirigentes do município, a 487 quilômetros de Goiânia, querem desmembrá-lo de Goiás e anexá-los ao Estado vizinho, conforme projeto que tramita na Câmara Municipal desde a última semana. De autoria do presidente da Casa, José Wilson Arcângelo (PR), a primeira etapa do processo está marcada para ter início na próxima segunda-feira, (dia 18), quando nove vereadores votarão pela realização de uma consulta popular e estudo de viabilidade municipal para o rompimento.

Mesmo sustentando o melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado, Arcângelo explica que Chapadão do Céu está ilhado. De acordo com ele, as das rodovias que ligam o município à Capital sustentam mais de 60 quilômetros sem asfalto. A GO-206, acesso ao Distrito de Itumirim (Aporé), entroncamento da BR-060, espera a mais de nove anos pela conclusão da sua pavimentação.

Os buracos impossibilitam o trânsito no período chuvoso. Segundo o presidente, não há nenhuma infra-estrutura nessa via. “São 63 quilômetros sem asfalto”, comenta. A GO-050, de Chapadão a BR-364, trecho próximo a Jataí, enfrenta problema semelhante. Cerca de 60 quilômetros do asfalto já foram executados e outros 60 ainda aguardam a terra batida. Arcângelo descreve que o percurso à capital sul-mato-grossense, Campo Grande, além de mais próxima, com 380 quilômetros, está em boas condições. “Esse quadro descrito impede o tráfego, o que tem gerado, além de danos materiais, até a morte de chapadenses em decorrência da demora e da dificuldade no transporte de pacientes para tratamento especializado em Jataí e Goiânia, por isso optamos pelo Mato Grosso do Sul”, sinaliza.

Para o prefeito da cidade, Eduardo Pagnoncelli Peixoto (PMDB), as principais dificuldades estão no escoamento da produção. O frete para Goiás é mais caro que os preços cobrados em São Paulo e Mato Grosso do Sul. Tudo por conta das atuais condições das vias estaduais que circundam a cidade. Embora ocupe o título de segunda maior renda per capita do Estado, a atração de novas empresas e indústrias encontra dificuldades na avaliação das rodovias. “Muitas das vezes os caminhões têm que circular Goiás por rodovias sul-mato-grossenses para entrar em Itajá, com destino à capital”.

Peixoto destaca que a entrada de turistas ao parque Nacional das Emas poderia render em arrecadação tanto para o município como para o Estado sul-mato-grossense. Considerada o principal portão de acesso à reserva, o número de visitantes que procuram a cidade ainda é pequeno. O prefeito avalia que esta fonte de renda poderia ser incrementada com a pavimentação dos trechos. “Chapadão do Céu tem potencial econômico e natural. Mas para garantir sustentabilidade é preciso implementar a malha rodoviária”, analisa o chefe do executivo, que se diz favorável à separação em primeiro momento.

Discussão a nível estadual

O deputado estadual Romilton Moraes (PMDB) pretende levar as discussões sobre o possível desmembramento de Chapadão do Céu, do território goiano para a Capital. Acontece na próxima semana audiência pública na Assembléia Legislativa de Goiás com objetivo de buscar soluções ao problema enfrentado pela cidade do sudoeste goiano.

O calendário será ajustado hoje. Já o vice-presidente do Banco do Brasil e ex-governador Maguito Vilela diz que as rodovias, de fato, estão abandonadas e precisam de intervenção. Mas é preciso dialogar, antes que se busque a separação. “É preciso calma e buscar ajuda”, diz Maguito.

 

 

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