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Chefe das Farc ligado a Beira-Mar é morto na Colômbia

3 Set 2007 - 13h30

O guerrilheiro Tomás Medina Caracas, conhecido como "Negro Acacio", foi morto a tiros pelo Exército colombiano, informou nesta segunda-feira (3) a rádio "RCN". Ele era o responsável pelo negócio das drogas dentro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O chefe da frente número 16 das Farc tinha um pedido de extradição feito por juízes dos Estados Unidos. Caracas morreu no fim de semana passado na região de Caguán, 400 Km ao sudoeste de Bogotá, indicou a emissora, que citou fontes governamentais.

O traficante foi sócio de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, detido em abril de 2001 na operação "Gato Preto", nas selvas de Guainía, e condenado a 30 anos de prisão. Caracas escapou dessa operação, organizada para detê-lo.

Os traficantes se reuniram por seis anos nas selvas colombianas de Vichada, limite entre Brasil e Venezuela, para conduzir grandes negócios de cocaína em troca de fuzis e munição.

"Negro Acacio" era considerado o cérebro da gestão dos recursos obtidos pelas Farc com o tráfico de cocaína com destino à cúpula do grupo e à compra de armas.

Segundo as fontes, o insurgente morreu em uma operação realizada na zona selvática do rio Caguán, que ficou desmilitarizada entre 1999 e 2002 para o fracassado processo de paz realizado com as Farc pelo então presidente colombiano, Andrés Pastrana.

As fontes oficiais confirmaram que, no domingo à noite, a "Força de Tarefa Ômega" - esquadrão de elite do Exército - atacou o acampamento de "Negro Acacio".

No fim de semana, foi mencionada a possibilidade de que um importante líder das Farc tivesse sido morto pelo Exército, mas a notícia foi divulgada após a comparação das impressões digitais do insurgente que morreu.

"Negro Acacio" tinha pelo menos 17 ordens de captura e uma circular de detenção internacional emitida pela Interpol. O guerrilheiro era procurado há mais de dois anos pelo Exército colombiano, que afirmou ter estado perto de detê-lo várias vezes.

A morte deste chefe das Farc é considerada a mais importante de um líder da organização nos últimos anos.

 

 

G1

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