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Brasil

Chanceler endurece discurso e admite retaliação à Argentina

16 Dez 2004 - 07h46

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta quinta-feira que "não existem tensões" entre Brasil e Argentina, e que eventuais atritos envolvendo os dois países são normais, devido ao momento de retomada econômica vivido pelo vizinho e maior parceiro de Mercosul. Mas avisou: "Queremos resolver os problemas com a Argentina de outra forma que não as salvaguardas (barreiras comerciais). Mas não vamos ficar num 'não' categórico (...) Se esse instrumento for adotado em relação a produtos brasileiros, terá de ser usado contra produtos argentinos". As declarações, que representam um endurecimento do discurso do ministro, foram dadas ao Bom Dia Brasil, na Rede Globo.

A Cúpula do Mercosul - o bloco está completando 10 anos - acontece em Belo Horizonte e hoje terá diversas atividades envolvendo chefes de Estado e ministros. O presidente argentino, Néstor Kirchner, comparecerá. Ele chega à capital mineira hoje à noite.

Seu ministro da área econômica, Roberto Lavagna, chega com ele, mas não a tempo de participar do Conselho do Mercado Comum, que reúne ministros da Fazenda, autoridades dos bancos centrais e chanceleres.

Amorim, que já se negou a dizer que a Argentina, de alguma forma, trabalha para esvaziar a cúpula, repetiu que "não há tensão" nas relações com o país vizinho, e frisou: "O presidente Kirchner não é um problema".

"O comércio com a Argentina está no pico, e o do Mercosul com a América do Sul cresceu mais de 60%", disse Amorim. O maior atrito com o país vizinho refere-se ao eventual aumento da proteção ao mercado interno argentino, por meio da taxação de importações de produtos brasileiros. O Brasil poderia retaliar, taxando produtos argentinos, como o trigo.

O chanceler brasileiro afirmou ainda que a percepção interna a respeito do Mercosul, "talvez por uma tendência à autoflagelação", é muito pior do que a externa - ou seja, os brasileiros tenderiam a ver o Mercosul como uma instituição muito menos importante e eficiente do que ela realmente é. "Há uma fila de países querendo negociar com o Mercosul", disse o chanceler. "E o Mercosul é um pilar imortante para a paz na região".

Parlamento
O Parlamento do Mercosul começará a funcionar até dezembro de 2006. Os presidentes dos países do bloco já assinaram um protocolo para isso. Os membros do parlamento serão eleitos, e os estudos para definir o formato dessa casa, o número de membros e a sede serão realizados pela Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul.

O financiamento do parlamento virá de um fundo criado pelos quatro países do bloco - Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Na quarta-feira, Venezuela, Equador e Colômbia tornaram-se membros associados do Mercosul, ao lado de Chile, Bolívia e Peru. Em toda a América do Sul, apenas Suriname e Guiana, que não possuem tratados de livre comércio para a região, estão completamente desligados do Mercosul.

 

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