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Cerca de 25% dos alunos não têm lição de casa corrigida

6 Set 2004 - 07h44
Pesquisa feita com 26 mil alunos da rede pública de São Paulo e Santa Catarina mostra que ao menos 1/4 desses estudantes não têm a lição de casa corrigida regularmente pelos professores.

O levantamento foi feito pelo Instituto Gestão Educacional (da Fundação Lemann), em parceria com o Instituto Protagonistés, em escolas municipais paulistas e estaduais catarinenses. O projeto, chamado de Gestão para o Sucesso Escolar, visa identificar os problemas no ensino para, então, capacitar os 200 diretores de escola participantes.

Aos estudantes de 4ª e 8ª séries dessas instituições foi aplicado um questionário socioeconômico e uma prova de língua portuguesa (com questões objetivas e uma redação) em novembro do ano passado.

Na 4ª série, 2,23% dos alunos afirmaram que nunca ou quase nunca têm sua lição de casa corrigida; 16,94% de vez em quando; e 5,1% disseram que o professor nunca passa lição. Somando essas respostas, a porcentagem fica em 24,27%.

Já na 8ª série, 4,76% disseram que nunca ou quase nunca têm a lição de casa corrigida; 17,43% de vez em quando; e 7,85% afirmaram que não têm lição de casa --total de 30%.

A responsável pelo conteúdo do projeto, Rose Neubauer, ex-secretária estadual de Educação de São Paulo e diretora-presidente do Instituto Protagonistés, classificou como "significativos" os números.

"Principalmente porque a lição de casa é um reforço escolar. O aluno precisa saber que há uma sistemática desse reforço", afirmou.

Melhores notas

O cruzamento dessas informações com o resultado da prova de língua portuguesa mostrou que os alunos que têm a lição sempre corrigida tiveram notas melhores. Na 4ª série, estes estudantes ficaram com 25 de nota média, contra 17 dos que afirmaram não ter. O máximo era 40.

Neubauer afirmou que os diretores participantes do programa foram instruídos a estimular os professores a passarem e corrigirem a lição de casa. Ela sugere também que os alunos participem da correção.

"Chegar e dizer apenas que a resposta é '18 laranjas' não funciona. A correção é mais uma oportunidade de revisar o conteúdo. O professor deve perguntar como o aluno chegou ao resultado, porque usou tal operação...", sugere Neubauer.

A responsável pelo conteúdo do programa apresentou parte dos dados do estudo em um encontro dos diretores participantes, em Blumenau (SC), na semana passada. Durante o restante do ano, os dirigentes das escolas recebem um curso on-line. A conclusão do programa será em dezembro.

Checagem

Para a vice-presidente da Aprofem (Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo), Margarida Prado Genofre, é importante que seja ao menos checado se o aluno fez a lição.

"Alguns exercícios não necessitam de correção, porque são apenas um treino, um reforço", afirma Genofre.

Para ela, se o professor ao menos conferir, incentiva o estudante a fazer a lição.
 
Folha Online

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