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Ceni erra outro pênalti, São Paulo retrocede e perde do Criciúma

Bastava uma vitória para deixar a zona de rebaixamento, mas o São Paulo deu um passo atrás

6 Set 2013 - 07h38Por Gazeta Esportiva

Bastava uma vitória para deixar a zona de rebaixamento, mas o São Paulo deu um passo atrás, na noite desta quinta-feira, em sua luta para não cair de divisão no Campeonato Brasileiro. Jogando com uma camisa retrô em homenagem póstuma a Leônidas da Silva, o time não honrou a memória do ídolo e foi derrotado por 2 a 1 pelo Criciúma, no Morumbi, com mais um pênalti desperdiçado pelo capitão Rogério Ceni.

Os dois gols catarinenses foram marcados ainda no primeiro tempo por Marcel (em cobrança de pênalti feito por Rodrigo Caio) e Lins (após desatenção da defesa, desfalcada de Paulo Miranda, que era atendido fora de campo). Gols que levaram a equipe catarinense a 23 pontos. O único tento do time paulista, agora em antepenúltimo, foi de Aloísio, na etapa final.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Goleiro sofreu gol de pênalti e, no segundo tempo, desperdiçou uma cobrança, sua terceira seguida

O São Paulo volta a campo no domingo para enfrentar o Criciúma, no Couto Pereira. No mesmo dia, o Criciúma recebe o Botafogo, em casa.

Nesta quinta-feira, no terceiro jogo em cinco dias, Paulo Autuori fez cinco alterações, duas delas por desfalques (o lateral direito Douglas acusou uma contratura e deu lugar a Paulo Miranda; e o zagueiro Antônio Carlos, suspenso, foi substituído por Rafael Toloi). As outras três (Fabrício, Jadson e Aloísio) foram nas vagas deixadas por Ganso, Lucas Evangelista e Osvaldo.

O time, modificado, começou nervoso. O goleiro e capitão Rogério Ceni se apresentou como líbero mais do que o habitual, forçou três lançamentos laterais em oito minutos e errou todos. Nesse período, a defesa também bobeou em cruzamento vindo do lado direito do ataque adversário, quando Marcel subiu e cabeceou com perigo para fora.

Por não abdicar de atacar, o Criciúma também teve com o que se preocupar - nada, porém, que ameaçasse efetivamente a meta defendida por Galatto. Um chute forte de Aloísio, aos 12 minutos, e uma falta cobrada por Ceni, sete minutos mais tarde, é que fizeram o goleiro trabalhar.

Aos 21 minutos, Marlon invadiu a área em velocidade e foi derrubado por Rodrigo Caio, que voltava a atuar como zagueiro nesta noite. O árbitro assinalou pênalti corretamente, e Marcel, com muita força no arremate, colocou a bola no centro do gol e inaugurou o marcador do Morumbi.

Logo na sequência, Luis Fabiano, até então muito bem anulado pela defesa do Criciúma, teve duas oportunidades de empatar. A primeira, em arremate que rendeu escanteio. O segundo, em voleio à queima-roupa que parou no peito de Galatto, mas animou a arquibancada. Mais tarde, o atacante ainda cabeceou uma bola perto da trave.

Os gols perdidos e a dificuldade de criação no meio-campo começaram a impacientar os torcedores. Impaciência que aumentou consideravelmente aos 41 minutos, no momento em que Lins, livre de marcação na segunda trave, concluiu para a rede um cruzamento feito por Marcel, pelo lado direito da área, e aumentou a vantagem dos visitantes.

No intervalo, Autuori atendeu aos pedidos pela entrada de Ganso e colocou o camisa 8 no lugar de Jadson, bastante apagado no primeiro tempo. Com menos de um minuto, no entanto, a tentativa de virar quase foi gol adentro. Lins saiu na frente de Rogério Ceni e, com o goleiro caído, tocou a bola na trave esquerda.

Salvo pelo poste, o São Paulo foi com praticamente todos os seus jogadores de linha para o ataque. Em uma das subidas, Aloísio foi derrubado por Galatto dentro da área. Marcado o pênalti, o centroavante imediatamente pegou a bola, mas Ceni recebeu permissão de Autuori e bateu no canto direito. Galatto acertou o canto e defendeu a cobrança.

Foi o terceiro pênalti desperdiçado pelo goleiro-artilheiro em sequência - ele também errou contra Bayern de Munique e Portuguesa. O São Paulo aparentemente se abateu, mas só aparentemente. Aos 23 minutos, Aloísio recebeu de costas, girou sobre o marcador e bateu rasteiro no canto esquerdo, diminuindo a desvantagem.

Os mais de 33 mil pagantes se empolgaram, Autuori sacou Fabrício para a entrada de Lucas Evangelista, mas nada disso funcionou. Apesar do ímpeto ofensivo, o São Paulo não alcançou nem sequer um empate. Um retrocesso depois de cinco partidas consecutivas sem derrota.

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