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Brasil

Cassado, prefeito diz que só deixa o cargo "morto"

19 Abr 2007 - 14h02

 

O prefeito de Presidente Prudente (SP) Agripino de Oliveira Lima Filho (PSC), que teve cassado os seus direitos políticos por 5 anos, afirmou hoje, ao entrar em seu gabinete, que só sairá da prefeitura morto. Devido à cassação, ele não pode se manter no cargo e nem poderá votar, ou ser votado durante o mesmo período.


"Estou aqui no gabinete porque o povo me elegeu. É a única decisão que reconheço. Não reconheço a decisão do Wladimir Cruz, que deveria estar na cadeia. Ele, o Rochinha e o Bosquet que venham me tirar se tiverem coragem, se forem homens", disse o prefeito cassado, referindo-se ao presidente da Câmara Wladimir Alves Cruz (PDT), e os vereadores José Rocha Sobrinho (PT) e Osvaldo Bosquet (PMDB).

Eleito com ampla vantagem para o seu terceiro mandato como prefeito, o educador de 77 anos teve os direitos suspensos desde junho de 2005 pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, devido irregularidades constatadas pelo Ministério Público Estadual.

Após um grande período de discussão sobre a situação, a vacância do cargo foi decretada durante a noite de ontem, pela Mesa Diretora da Câmara Municipal, quando se esgotava o prazo final para a atitude.

O presidente da edilidade Wladimir Cruz, o vice Marcos Vinha (PT), o 1º secretário José Rocha Sobrinho e o membro Osvaldo Bosquet, acompanhados do assessor jurídico João Baptista Mimessi, em reunião que ocorreu em um hotel da cidade, assinaram no final da noite de ontem, o documento decretando a vacância de cargo de prefeito.

A decisão obedeceu a Lei Orgânica do Município no caso do prefeito ter cassado os seus direitos políticos. Deverá assumir o cargo, o vice prefeito Carlos Roberto Biancardi (PTB), que já se declarou pronto para assumir.

Agripino teve os direitos cassados pela Justiça, por cinco anos e ainda foi condenado a ressarcir R$ 716 mil aos cofres do município por ter adquirido, sem licitação internacional, aparelhos para a montagem de um planetário na 'Cidade da Criança' (Parque Temático com zoológico, cartódromo, lagos, teleférico, escolas ambientais, etc) considerada a maior obra de suas administrações.

Ontem, o dia foi agitado na cidade. Lideranças políticas se reuniam e discutiam a situação, enquanto parte da população se manifestava em passeata pelo centro de Presidente Prudente com faixas e cartazes contendo frases de apoio ao prefeito que chegou a ser carregado pelo povo.

O presidente da câmara Wladimir Cruz anunciou que a decisão não foi da Câmara, e sim da Justiça. Ele afirmou que a Mesa Diretora apenas fez cumprir a lei. " Conhecemos o temperamento do senhor Agripino. Ele sempre foi um bom prefeito, mas temos que fazer cumprir a Lei. Essa decisão é até contra nossa vontade, mas é a Lei" completou Cruz.

 

Terra

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