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8 de Outubro de 2004 16h16

Caso de Vanderlei Cordeiro está encerrado, diz Iaaf

César Moreno, membro do conselho da Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) assegurou nesta sexta-feira que o caso do maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro está encerrado, e que o atleta não receberá uma medalha olímpica de ouro, um desejo de todo o Brasil.

Vanderlei liderava a prova da maratona nos Jogos Olímpicos de Atenas por volta do quilômetro 36, quando foi atacado pelo padre protestante Cornelius Horan. O incidente o fez perder vários segundos na prova e ele acabou em terceiro, atrás do italiano Stefano Baldini e do norte-americano Mebrahtom Keflezighi.

"O caso está encerrado, o Brasil apresentou o protesto, mas a Iaaf não aceitou porque não há ninguém a quem desqualificar; há alguém para colocar na prisão, mas não há atleta para tirar a medalha", afirmou Moreno, que qualificou o caso de "muito lamentável".

O dirigente explicou que o Brasil tem a opção de apelar ao Comitê de Arbitragem Esportiva do Comitê Olímpico Internacional (COI), mas nunca ganhará nada porque esse organismo não vai a tirar a razão da Iaaf em um assunto técnico.

"O corredor foi vítima, por isso lhe deram a medalha Pierre Coubertin, em reconhecimento por sua esportividade", assegurou Moreno.

Ele disse ainda que é "muito difícil" garantir a segurança nas provas de maratona porque estas acontecem em circuitos de 42 quilômetros, mas descartou que um fato como o ocorrido em Atenas se repita em competições de alto nível.

"Felizmente, não há muitos loucos no mundo para dizer que haverá um deles em cada corrida, esperamos que não aconteça mais algo assim", disse.

Na reunião do Comitê Executivo da Organização Desportiva Pan-americana (Odepa), o caso do brasileiro voltou a ser discutido, mas os dirigentes do continente também não souberam o que poderia ser feito.

Mario Vázquez Raña, presidente da Odepa, disse que é preciso esperar os pronunciamentos da Federação Internacional.

"De fato, houve um erro muito grande na segurança, a polícia estava cuidando do segundo colocado e o brasileiro ia sozinho", lembrou Vázquez Raña, que elogiou a entrega da medalha Pierre de Coubertin a Vanderlei, em reconhecimento à sua atitude.

"Eu acho que, com essa medalha, ele já se sente além de como se tivesse ganho a de ouro", comentou Vázquez Raña.

 

Terra Redação

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