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19 de Novembro de 2004 15h09

Cartórios contratarão jovens do programa Primeiro Emprego

A Infraero, empresa do governo responsável pela administração dos aeroportos do país, rejeitou as propostas que a Varig apresentou para negociar uma dívida acumulada em R$ 148 milhões desde o início do ano. Se a companhia aérea não melhorar sua oferta até o dia 23, quando haverá reunião do conselho de administração da Infraero, a estatal deverá entrar com uma ação na Justiça contra a Varig.

Em última análise, quem dará a palavra final sobre a abertura ou não de uma ação judicial será o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, que preside o conselho. O parecer da área técnica, porém, é claro. Segundo o diretor financeiro da Infraero, Adenahuer Figueira Nunes, \" não restará outra alternativa, a não ser o caminho da cobrança judicial \" , caso a Varig não faça uma nova proposta.

Desde o dia 29 de outubro, a companhia já é obrigada a pagar diariamente, de forma antecipada e à vista, as taxas aeroportuárias que a permitem voar. O depósito à Infraero tem sido de R$ 1,1 milhão por dia. A medida foi adotada para evitar qualquer tipo de discriminação, uma vez que a Vasp também vinha sofrendo tratamento semelhante.

A primeira proposta encaminhada pela Varig para negociar sua dívida recente pedia o pagamento em 60 meses. Uma vez recusada, a companhia apresentou uma segunda oferta, pela qual propunha o parcelamento do débito em 30 meses, de forma escalonada e crescente - ou seja, as parcelas cresceriam à medida que fossem pagas. A Infraero rebateu e quis amortização imediata de 15% a 20% da dívida.

Segundo Nunes, a estatal admitiu o parcelamento em 30 meses, \" desde que fosse apresentada uma garantia real desse pagamento \" . O máximo que a Varig entregou foi uma promessa de dar como garantia a emissão de debêntures com base na venda futura de passagens aéreas. A Infraero descartou e também recusa-se a fazer um acordo sem a quitação imediata de pelo menos 15% da dívida total.

Além dos débitos recentes - referentes à falta de pagamento de taxas de pouso, permanência e navegação de aeronaves -, a Varig tem uma dívida de R$ 223 milhões que está securitizada e em dia. A assessoria de imprensa da companhia aérea disse que as negociações com a Infraero continuam, mas preferiu não dar detalhes.

Enquanto isso, a situação continua a se complicar na Vasp. A empresa segue cancelando todos os vôos com menos que 50% de taxa de ocupação e na prática, segundo fontes do mercado, tem operado com no máximo quatro aviões por dia. Com isso, a estrutura tornou-se incompatível com o seu tamanho atual e boa parte dos cerca de 5 mil funcionários ficam ociosos.

Na quarta-feira, a diretoria da Vasp transmitiu aos funcionários a intenção de conceder licença temporária, sem vencimentos, a um grande número de empregados, sem especificar detalhes. Os trabalhadores recusam a proposta e pretendem realizar assembléia no início da próxima semana. Segundo representantes dos funcionários, a intenção da Vasp contradiz o próprio compromisso assumido de dar estabilidade aos empregados até o fim do ano. O plano de demissão voluntária lançado pela Vasp recebeu apenas 15 adesões.
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