Menu
LIMIT ACADEMIA
quinta, 19 de setembro de 2019
SADER_FULL
Busca
AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

Cartas falsas complicam planos da PUC

7 Out 2004 - 14h35
Supermercado ou parque de inovação tecnológica? O destino do imóvel de dez mil metros quadrados, abandonado, na Rua Marquês de São Vicente 104, na Gávea, está incerto e virou caso de polícia. A prefeitura pretende desapropriar o imóvel para reservá-lo ao pólo que abrigaria parcerias entre a PUC e empresas privadas. Mas duas cartas supostamente falsas possibilitaram a compra do terreno pela rede de supermercados Mundial e se tornaram tema de investigação da 15 DP (Gávea).

Em 2000, quando o imóvel pertencia à empresa da área química Dow Brasil, um decreto municipal declarou o terreno como bem de utilidade pública para fins de desapropriação. Isso deu à prefeitura prioridade sobre a compra do imóvel e uma ação para definir o valor a ser pago tramita na Justiça desde janeiro de 2003. Entretanto, no primeiro semestre deste ano, o município recebeu duas cartas em que os remetentes, alegando representar a PUC, desistiam do projeto. Isso levou o município a publicar, no último dia 7 de junho, um decreto revogando a decisão de 2000.

— Não sabemos quem mandou a primeira carta. A segunda, enviada para confirmar a primeira, partiu de um funcionário da PUC, que foi demitido — afirmou o professor Pimenta Bueno, uma das pessoas à frente do projeto do parque de inovação.

Foram 22 dias até a PUC negar ter enviado as cartas e a prefeitura decretar a volta à situação anterior. Porém, neste período, a Dow Brasil vendeu-o à rede Mundial, que pagou cerca de R$ 13 milhões, quase o dobro do valor que, especula-se, o município está disposto a pagar pelo terreno, que continua em vias de desapropriação na Justiça.

Em nota, o Mundial informou que, mesmo antes da revogação do decreto de 2000, “era de nosso conhecimento que a PUC já não se interessava em manter o projeto”. A rede comunicou ainda que o contrato inicial entre as partes, para reserva de bens, foi firmado no dia 2 de junho, mas levado ao Registro Geral de Imóveis (RGI) no dia 15, após a revogação do decreto que iniciou a desapropriação. A empresa disse também que desconhecia a existência das cartas que possibilitaram a transação.

A procuradoria do município se negou a dar informações a respeito. A assessoria de comunicação da PUC confirmou a existência das cartas, mas não revelou a identidade do funcionário demitido. O delegado da 15 DP, Sérgio Wanderley, prometeu iniciar esta semana as investigações.

A Dow Brasil informou apenas que “não tinha planos de construção para o local e que, procurada pelo Mundial, concretizou a venda da propriedade em junho deste ano.” A empresa comunicou desconhecer a existência das cartas que possibilitaram a venda do terreno na Gávea.
 
 
Globo Online

Deixe seu Comentário

Leia Também

CAMPO BELO RESORT
Atenção Escolas, o Campo Belo Resort é o lugar perfeito para receber grupo escolar, VEJA COMO
FÁTIMA DO SUL - CACAU SHOW
Surpreenda quem você ama com lindas cestas na Cacau Show de Fátima do Sul
FALAM EM MILAGRE
Túmulo que verte água em cidade do Paraná intriga moradores. Não há explicação
ABUSO SEXUAL
Líder religioso é preso acusado de estuprar 14 adolescentes
NOVELA GLOBAL
Em 'A dona do pedaço', Maria da Paz e Amadeu salvam a vida de Chiclete após atropelamento
+ ALTA
Petrobras eleva preço da gasolina em 3,5% e do diesel em 4,2%
MILIONÁRIOS
Bolão de funcionários da liderança do PT na Câmara ganha R$ 120 milhões da Mega-Sena
CAMPEÃO COPA DO BRASIL
Athletico-PR derrota Internacional e é campeão da Copa do Brasil
FAMOSIDADES
Antes de beijos em boate,Anitta convidava bailarina para apimentar relação com Scooby
AFRONTA
Modelo brasileira posa nua e quase é presa na Coreia do Norte