Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
segunda, 25 de março de 2019
LIMIT ACADEMIA
Busca
ITALÍNEA
Brasil

Cartas falsas complicam planos da PUC

7 Out 2004 - 14h35
Supermercado ou parque de inovação tecnológica? O destino do imóvel de dez mil metros quadrados, abandonado, na Rua Marquês de São Vicente 104, na Gávea, está incerto e virou caso de polícia. A prefeitura pretende desapropriar o imóvel para reservá-lo ao pólo que abrigaria parcerias entre a PUC e empresas privadas. Mas duas cartas supostamente falsas possibilitaram a compra do terreno pela rede de supermercados Mundial e se tornaram tema de investigação da 15 DP (Gávea).

Em 2000, quando o imóvel pertencia à empresa da área química Dow Brasil, um decreto municipal declarou o terreno como bem de utilidade pública para fins de desapropriação. Isso deu à prefeitura prioridade sobre a compra do imóvel e uma ação para definir o valor a ser pago tramita na Justiça desde janeiro de 2003. Entretanto, no primeiro semestre deste ano, o município recebeu duas cartas em que os remetentes, alegando representar a PUC, desistiam do projeto. Isso levou o município a publicar, no último dia 7 de junho, um decreto revogando a decisão de 2000.

— Não sabemos quem mandou a primeira carta. A segunda, enviada para confirmar a primeira, partiu de um funcionário da PUC, que foi demitido — afirmou o professor Pimenta Bueno, uma das pessoas à frente do projeto do parque de inovação.

Foram 22 dias até a PUC negar ter enviado as cartas e a prefeitura decretar a volta à situação anterior. Porém, neste período, a Dow Brasil vendeu-o à rede Mundial, que pagou cerca de R$ 13 milhões, quase o dobro do valor que, especula-se, o município está disposto a pagar pelo terreno, que continua em vias de desapropriação na Justiça.

Em nota, o Mundial informou que, mesmo antes da revogação do decreto de 2000, “era de nosso conhecimento que a PUC já não se interessava em manter o projeto”. A rede comunicou ainda que o contrato inicial entre as partes, para reserva de bens, foi firmado no dia 2 de junho, mas levado ao Registro Geral de Imóveis (RGI) no dia 15, após a revogação do decreto que iniciou a desapropriação. A empresa disse também que desconhecia a existência das cartas que possibilitaram a transação.

A procuradoria do município se negou a dar informações a respeito. A assessoria de comunicação da PUC confirmou a existência das cartas, mas não revelou a identidade do funcionário demitido. O delegado da 15 DP, Sérgio Wanderley, prometeu iniciar esta semana as investigações.

A Dow Brasil informou apenas que “não tinha planos de construção para o local e que, procurada pelo Mundial, concretizou a venda da propriedade em junho deste ano.” A empresa comunicou desconhecer a existência das cartas que possibilitaram a venda do terreno na Gávea.
 
 
Globo Online

Deixe seu Comentário

Leia Também

FATIMA DO SUL - JULIFRAN
Julifran Restaurante promete chopp grátis a cada gol de Borja sobre Novorizontino
BONITO - MS - AGÊNCIA BONITO ECO TOUR
Faça o que lhe faz bem! Viaje para Bonito MS!
CIUMES
Marido vê foto de outro no celular e agride mulher na cabeça e a joga para fora do carro
ORAÇÕES
Estado de saúde de Cláudia Rodrigues (a diarista) é grave
PAULISTÃO IV
“Hoje foi realmente a estreia do São Paulo”, diz Mancini após vitória
PAULISTÃO III
Carille vê Corinthians abaixo: “Fomos premiados com o empate”
PAULISTÃO II
Com falha e ‘milagre’ de Prass, Palmeiras busca empate com gol de estreante
PAULISTÃO
Santos aproveita falhas do Red Bull e abre boa vantagem no Pacaembu
MOSTRA MONITORAMENTO
Caminhoneiros se mobilizam para nova paralisação
CRIME NA MADRUGADA
Mulher é brutalmente assassinada; carro foi visto deixando o local