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Carne do Brasil pode ser barrada na Europa

4 Jul 2007 - 05h40

O Brasil foi alertado de que pode enfrentar uma proibição total de suas exportações de carne bovina para a União Européia se não conseguir atender a algumas exigências relacionadas à sanidade até o final deste ano, disse nesta terça-feira o porta-voz do serviço de saúde do bloco.

Uma proibição parcial da UE que inclui três Estados brasileiros está em vigor desde 2005, devido a focos de febre aftosa.

O país corre o risco de uma ampliação total do embargo, se falhar no cumprimento das medidas, afirmou Philip Tod, porta-voz do comissário de Saúde da União Européia, Markos Kyprianou.

"As deficiências ainda existentes foram citadas para funcionários do governo brasileiro, e nós pedimos que eles nos forneçam evidências auditadas de que elas serão resolvidas até o final do ano, caso contrário o país sofrerá restrições", disse Tod à Reuters.

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de carne bovina, e as exportações do produto para a União Européia aumentaram 20% desde 2003. Elas já representam 66% de toda a carne que a UE compra de fora do bloco, apesar de uma enorme tarifa de importação de 176% aplicada pelos europeus.

Apesar da ameaça, Tod acrescentou que a Comissão Européia esclareceu que não existe risco para os consumidores no consumo de carne brasileira. As medidas são apenas complementos aos mecanismos regulatórios já existentes.

Ele não deu detalhes das deficiências encontradas, mas outros funcionários da comissão disseram que a UE não está contente com aspectos envolvendo procedimentos de vacinação do gado brasileiro, testes em laboratório, identificação e rastreabilidade dos animais.

 Rejeição

Várias entidades que representam pecuaristas na Europa, notadamente na Irlanda e na Grã-Bretanha, têm feito campanha pedindo a proibição total das importações de carne brasileira, alegando que os produtores no Brasil não são obrigados a seguirem os mesmos procedimentos dos produtores europeus.

Os irlandeses da IFA (Irish Farmers Association) enviaram um relatório para a Comissão Européia, dizendo que além dos problemas com rastreabilidade, o Brasil utilizava hormônios e medicamentos não apropriados e tinha controle deficiente de doenças, além de desmatar as florestas.

O presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), Pratini de Moraes, afirmou que as alegações irlandesas são "falsas" e que não refletem a situação nas áreas exportadoras autorizadas a vender para a Europa.

"A comissão ainda está avaliando o relatório (irlandês). Uma análise preliminar sugere que apesar da IFA ter visitado fazendas e fronteiras no Brasil, aparentemente eles não estiveram nas áreas autorizadas a exportar para a UE, nem passaram por frigoríficos, laboratórios ou pelos órgãos de controle do governo", disse Tod.

"Por isso, eles não tinham condições de avaliar a aplicação no Brasil das medidas da UE que regulam a exportação da carne".

 

 

G1

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