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Carga tributária alta fecha 21% das novas empresas de MS

21 Ago 2007 - 14h25
A taxa de mortalidade das micro e pequenas empresas constituídas, em 2005, em Mato Grosso do Sul, atingiu 21,3%. Os dados são de pesquisa divulgada ontem pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), e posicionam o Estado com índice de fechamento inferior à média nacional (de 22%) em 0,7 ponto percentual.

Ainda que o fechamento empresarial nos últimos anos esteja decrescente no Estado, a taxa de mortalidade das micro e pequenas empresas em MS foi a 13ª maior do País, em 2005, e 100% dos empresários vinculam o fechamento de suas empresas à elevada carga tributária praticada no Estado.

O superintendente do Sebrae/MS, Cláudio George Mendonça, confirma que a mortalidade de empresas vem caindo no Estado e os dados apontam que quase 79% das empresas constituídas em MS sobrevivem depois dos dois primeiros anos em atividade. No entanto, segundo ele, a elevada carga tributária e as falhas gerenciais, como falta de planejamento, contribuem para o fechamento das micro e pequenas empresas.

No ano de 2005, 6.076 micro e pequenas empresas foram formalmente constituídas em MS, sendo que 94% dos empreendimentos contaram apenas com recursos dos próprios empresários para a implantação e manutenção da atividade. Na prática, segundo o Sebrae, apenas 6% das empresas abertas utilizaram recursos de bancos, o que sinaliza a confiança da maioria dos pequenos empresários no sucesso do próprio negócio.

Por outro lado, dos empresários que fecharam as portas de suas empresas no primeiro ano de atuação, nenhum procurou algum tipo de auxílio, como consultorias, para tentar evitar a mortalidade do pequeno negócio. "Isso comprova que existem carências na gestão do próprio negócio entre parcela significativa destes micro e pequenos empresários", acrescentou Cláudio Mendonça. Ainda assim, a pesquisa mostra que 72% dos empresários que mantêm as empresas em atividade procuraram consultorias ou assessorias para melhor gerir a própria empresa.

Indústrias

O setor que registrou, proporcionalmente, a mais elevada taxa de mortalidade de empresas foi a indústria. "Na avaliação do superintendente do Sebrae, o setor industrial sente maior impacto da elevada carga tributária praticada no Estado, pois seus produtos concorrem com a produção de outros Estados.

"Os impostos pesam mais sobre a indústria local, uma vez que tiram a competitividade dos produtos de MS", disse. Apesar de também sofrer com o peso dos impostos, o comércio e o setor de serviços, em geral, concorrem apenas com empresas locais que sofrem igual tributação. Por isso, cerca de 20% das empresas constituídas em 2005 que fecharam as portas eram da indústria e as demais dos setores de serviços e comércio. Como o setor industrial tem pouca abertura de empresas no Estado, os 20% do total representam forte mortalidade da indústria em MS.

Correio do Estado

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