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Brasileiros terminam o sequenciamento do genoma do café

10 Ago 2004 - 15h06
O código genético do café já não é mais segredo. Cientistas brasileiros concluíram o primeiro seqüenciamento em grande escala do genoma do cafeeiro e construíram o maior banco de dados do mundo para o grão. São 200 mil seqüências de DNA. O seqüenciamento permitiu a identificação de mais de 30 mil genes responsáveis pelos diversos mecanismos de crescimento e desenvolvimento da planta (folhas, raízes, frutos, flores e ramos).

O anúncio oficial do seqüenciamento foi feito na manhã de hoje, na sede da Embrapa, pelo ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. Ele também assinou contrato de cooperação técnica regulamentando o acesso e o uso dessas informações, que serão guardadas pela Rede de Genomas Agronômicos e Ambientais da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) e pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), em Brasília.

Com o sucesso do Projeto Genoma do Café, iniciado em fevereiro de 2002, o Brasil lidera a pesquisa genética da bebida e os cientistas brasileiros passam a deter um maior conhecimento sobre o genoma do vegetal.

O Brasil é um dos poucos países do mundo que domina a tecnologia do seqüenciamento de genomas completos. Recentemente, o país concluiu o seqüenciamento do código genético da Xylella, do Xantohmonas e da cana-de-açúcar.

As informações geradas pelo Projeto Genoma, diz o ministro Rodrigues, beneficiarão toda a cadeia produtiva do café, especialmente os pequenos produtores (meeiros, arrendatários e assentados) possibilitando a inclusão tecnológica da agricultura familiar. Com o domínio do código genético é possível o desenvolvimento de variedades mais produtivas, tolerantes a variações climáticas (como seca e geada) e resistentes ao ataque de pragas e doenças que hoje são controladas com defensivos agrícolas.

Segundo Roberto Rodrigues, o seqüenciamento do genoma abre um “horizonte extraordinário” para a competitividade da cafeicultura nacional, reduzindo os custos de produção e aumentando a qualidade do nosso produto. “A produtividade e a qualidade do nosso café serão potencializadas pelo melhoramento genético das plantas”.

O ministro ressaltou que, com o seqüenciamento, o país assume a liderança na corrida pelo patenteamento dos genes do café e ganha pelo menos duas décadas em termos de avanço na pesquisa e no melhoramento da cultura.

O consumidor também será beneficiado. Os dados gerados pelo Projeto aceleram a obtenção de outras cultivares de melhor qualidade, com mais aroma e sabor e melhores propriedades nutracêuticas (teores de cafeína, vitaminas e sais minerais).

“Isso representa uma vanguarda brasileira em termos científicos”, afirmou o ministro, ressaltando que, a partir do genoma, o Brasil, que já é o maior produtor, maior exportador e segundo consumidor mundial de café, aumentará ainda mais sua competitividade no setor.

Rodrigues destacou que, como o café é um produto largamente cultivado por pequenos produtores rurais, o conhecimento científico gerado pelo Projeto beneficiará diretamente o pequeno produtor, “o que é um desejo do governo do presidente Lula”, disse o ministro.

banco de dados

O contrato de cooperação assinado hoje pela Embrapa, Fapesp e Instituto Uniemp (Fórum Permanente das relações Universidade-Empresa) prevê que o banco de dados pode ser acessado gratuitamente por seis instituições públicas de ensino e pesquisas ligadas à Fapesp e 17 órgãos e instituições que integram o Consórcio Brasileiro de Pesquisas e Desenvolvimento do Café (CBP&D/Café). Em 2006, outras instituições públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, também poderão acessar a base de dados mediante o pagamento de royalties.

Coordenado pela Embrapa, o CBP&D/Café atua em todos segmentos da cadeia produtiva. Hoje, o consórcio reúne 703 pesquisadores de 40 instituições, envolvidos em 101 projetos, com 382 subprojetos. É a maior experiência mundial de integração de instituições e pesquisadores em torno de um único produto.

Segundo o presidente da Embrapa, Clayton Campanhola, o projeto Genoma do Café é mais um exemplo do sucesso do trabalho cooperativo. “O seqüenciamento só foi possível graças ao trabalho consorciado entre várias instituições de pesquisa”, afirmou.

Ele ressaltou que essa nova metodologia de pesquisa economiza recursos, agrega competência e dissemina o conhecimento. “Estamos gerando tecnologia em benefício dos produtores e dos sistemas de produção associados ao café”, disse Campanhola.

O Projeto teve um custo total de R$ 6 milhões, sendo que os gastos relativos a pessoal especializado, laboratórios e infra-estrutura foram assumidos pelas instituições participantes do Consórcio.

“Conseguimos seqüenciar os genes que realmente geram impacto econômico na agricultura e introduzir a genômica entre os jovens pesquisadores e garantir o futuro do estudo do café”, destacou o coordenador do projeto, Luiz Gonzaga Vieira.
 
 
Agência Brasil

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