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25 de Setembro de 2004 08h16

Brasileiros gastam R$ 26 bi com escola em 2002

Mais de 5,7 milhões de crianças e jovens brasileiros pagam para freqüentar o ensino básico, que vai da pré-escola até o término do Ensino Médio. Atrás de um ensino de melhor qualidade do que o oferecido pela rede pública, as famílias brasileiras pagaram para a rede privada de ensino R$ 26 bilhões em mensalidades em 2002, o correspondente a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Do total de alunos matriculados em instituições privadas, só 25% cursam o ensino superior - ou seja, estão matriculados em faculdades e universidades.

Os dados fazem parte de estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas, a pedido da Federação Nacional das Escolas Particulares, divulgado nesta sexta-feira. De olho neste mercado, o número de escolas de Ensino Fundamental aumentou de 17.960 em 1999 para 19.107 em 2003 - alta de 6,38%. No Ensino Médio, o total de escolas cresceu de 6.089 para 6.857 no período - 12,6% a mais.

Com a queda de renda dos últimos anos, porém, o número de alunos matriculados tem diminuído. No Ensino Fundamental as matrículas foram reduzidas em 1,3% entre 1999 e 2003, caindo de 3,277 milhões de alunos para 3,276 milhões. No Ensino Médio, as matrículas passaram de 1,224 milhão para 1,127 milhão no período, com queda de 8,3%. Na pré-escola, 1,318 milhão de crianças estavam matriculadas em 2003.

Para o coordenador de análises da FGV, Salomão Quadros, a educação privada está em crise por causa da queda do poder aquisitivo da classe média, que forma a principal clientela das escolas particulares. Além disso, há em todo o país uma redução do número de filhos nas famílias.

Henrique Câmara, diretor de assuntos econômicos da Federação das Escolas, afirma ainda que a classe média aumentou seus gastos ao incorporar novos hábitos, como o uso de telefones celulares e a instalação de tevê a cabo. Esses "sonhos de consumo", segundo ele, acabam concorrendo com as escolas particulares. Na avaliação dele, as escolas privadas terão de melhorar a cada ano o nível de ensino e a qualificação dos professores para não perder clientes.

Segundo a pesquisa, o salário médio anual pago aos funcionários das escolas privadas atingiu R$ 8.148 - o equivalente a R$ 679 por mês - 33,9% maior do que a média registrada nas escolas públicas, onde o salário médio anual foi de R$ 6.086.

As escolas privadas de Ensino Fundamental têm mais equipamentos escolares do que as públicas. No Ensino Médio, a diferença não é tão grande. De acordo com a pesquisa, feita no primeiro semestre de 2003, 59% das escolas privadas têm quadra de esportes, contra 21,2% no ensino público. Na rede privada, 31,2% têm laboratórios de ciências, contra apenas 5,4% das escolas públicas. Laboratórios de informática estão em 53% das escolas privadas e em apenas 8,5% na rede pública. Entre as escolas privadas, 76,1% tinham biblioteca, contra 22,9% da rede pública.

No Ensino Médio, a diferença é menor: 81% das escolas privadas têm quadra de esportes, 66% têm laboratórios de ciências, 77,7% têm laboratórios de informática e 92,9% têm bibliotecas. Na rede pública, os percentuais são de 73,9%, 37,1%, 46,8% e 77,5%, pela ordem.

 

Globo Online

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