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Brasileiros estão entre os que perdem a virgindade mais cedo

5 Jul 2007 - 08h54

Os brasileiros ocupam o segundo lugar no mundo entre os que perdem a virgindade mais cedo. A idade média é de 17,4 anos, ficando atrás apenas da Áustria, com 17,3 anos. Os números fazem parte da pesquisa The Face of Global Sex 2007 - First sex: an opportunity of a lifetime (Primeira relação sexual: uma oportunidade para toda a vida), realizada por uma fabricante de preservativos com 26 mil entrevistados em 26 países.

 

Segundo o levantamento, 47,9% da população usou preservativos na primeira relação sexual. Mas um dado surpreendente em relação aos brasileiros é que a população com mais renda usa menos preservativo na primeira relação sexual: apenas 36,5% dos entrevistados das classes A e B usaram camisinha na ocasião, enquanto nas classes mais humildes essa taxa foi de 43,2% e na classe média, de 53,4%.

"A percepção que temos é que, na classe média e na população mais humilde, há mais diálogo, existe uma questão de planejamento que não se vê nas famílias mais ricas", diz o cientista em Saúde Pública Miguel Fontes, coordenador da pesquisa. "As classes mais altas têm acesso a bens de consumo, mas talvez não tenham a consciência necessária." 
 

 

País Taxa de uso do preservativo na 1ª vez
Polônia 63,2%
Grécia 59,8%
Espanha 57,2%
Japão 55,9%
México 49,5%
Itália 47,9%
Brasil 47,9%

 

O estudo já havia sido feito há dois anos, mas essa foi a primeira vez que os brasileiros foram "analisados". Os pesquisadores falaram com 1.068 pessoas com idade superior a 18 anos entre agosto e setembro do ano passado.

 

"O resultado tem seus pontos positivos e os negativos", diz o coordenador da pesquisa. "Há uma tendência no Brasil das pessoas perderem a virgindade mais cedo, mas ainda falta informação para os jovens sobre saúde sexual. Por outro lado, vimos que há uma consciência quanto ao uso de preservativos."

 

País Idade da primeira relação
Áustria 17,3
Brasil 17,4
Alemanha 17,6
Austrália 17,9
Estados Unidos 18
Malásia 23

  

Quanto ao parceiro com quem perderam a virgindade, 58,4% das mulheres afirmaram ter sido dentro de uma relação estável. Entre os homens, esse percentual foi de apenas 18,9%.  

 

"A nossa preocupação é que os brasileiros associam os preservativos à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e não como método contraceptivo. Isso mostra que a política de saúde contra DST/Aids está boa, mas ainda falta organizar uma política de saúde da mulher, de planejamento familiar."

 

Fontes comenta que a pesquisa verificou uma mudança no comportamento da população. "As pessoas mais velhas não costumavam usar preservativo na primeira vez, e isso está mudando."

  

 Boas lembranças

O pesquisador diz que os brasileiros são os que mais guardam lembranças positivas da primeira vez. "Os entrevistados dizem que sentiram prazer, que ficaram mais maduros depois da relação, que passaram por alguma mudança", afirma Fontes. "Esse é um dado positivo e contrasta com os resultados de países como o Japão, que ficou em último lugar nesse item da pesquisa."

 

 

G1

 

 

 

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