Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
terça, 23 de abril de 2019
LIMIT ACADEMIA
Busca
AGÊNCIA BONITO THIAGO
ECONOMIA

Brasileiro troca financiamento direto na loja por cartão de crédito

24 Jun 2010 - 05h21Por Diário MS

A pesquisa anual sobre crédito, realizada pela Fecomércio-RJ/ Ipsos, mostra que de 2009 para 2010 o financiamento direto na loja perdeu espaço para os cartões de crédito. Enquanto no ano passado 56% dos entrevistados parcelavam as compras com as lojas, apenas 26% dividiam no cartão. Neste ano, o pagamento a prazo inverteu: a loja é a opção de 37% e o cartão de 44%. O empréstimo pessoal em banco aparece em terceiro lugar sendo preferido por 16%. Empréstimo em financeira, consignado e nas lojas aparecem no fim da lista.

Esse comportamento foi impulsionado, principalmente, pelas classes C, D e E. Nesse período a participação da classe C que financia direto na loja caiu 26 pontos percentuais e a da classe D/E diminuiu 22 pontos. Em compensação subiu 17 e 20 pontos percentuais os que têm cartão de crédito nas classes C e D/E, respectivamente.

O avanço é resultado do crescimento do emprego formal, que contribui para o aumento da parcela dos brasileiros com conta bancária: 49% em 2010. Há um ano eram 36%. “Emprego e renda têm sido os pilares da evolução sustentável que vemos no crédito. Ao entrar no sistema bancário o brasileiro tem acesso a um volume maior e diverso de crédito. O reflexo disso no comércio vem sob a forma do aumento da intenção de compra que subiu 5 pontos percentuais de maio de 2009 para o mesmo período deste ano”, afirma João Carlos Gomes, coordenador do Núcleo Econômico e de Pesquisas da Fecomércio-RJ.

A relação positiva entre o bom desempenho do mercado de trabalho, a disseminação do acesso à conta bancária e a trajetória favorável da inadimplência confluem para a maior utilização do cartão de crédito. Essa modalidade de pagamento, quando não está sujeita à inadimplência, apresenta juros mais baixos. Prova disso é que os juros menores estão entre as principais razões que estimularam o brasileiro a trocar suas formas de crédito. No ano passado esse era o motivo para 27% dos entrevistados, com salto para 37% em 2010. Mesmo assim, 82% dos entrevistados consideram as taxas de manutenção e de anuidade de seus cartões abusivas, sendo que 64% por serem taxas muito elevadas e 18% por considerarem que deveria haver apenas uma taxa e não duas.

A pesquisa é realizada anualmente em mil domicílios de 70 cidades brasileiras, incluindo nove regiões metropolitanas.

Deixe seu Comentário

Leia Também

CRÔNICA DA SEMANA
CRÔNICA DA SEMANA: 'Precisamos redescobrir o Brasil', por Luciano Gazola
CRUELDADE
Criança tinha o pênis amarrado com elástico e era torturada pelo pai e a madrasta
MORTE TRÁGICA
Adolescente de 13 anos morre após sofrer queda de bicicleta
ESTAVA FORAGIDO
Homem que matou esposa na Sexta-feira Santa morre em acidente 03 dias depois
FEMINICIDIO
Advogada é assassinada a facadas por marido após discussão
100 LUZ
Giselle Itié lamenta a morte de outro ex-namorado em apenas três meses
CENSURADO
Video com ataques de Olavo a Militares é excluido das Redes de Bolsonaro
DOENÇA DO SÉCULO
Yasmim Gabrielle, do ‘Programa Raul Gil’, se suicida após depressão
FATALIDADE
Bebê morre após ser esquecida pelo pai por três horas dentro do carro
IRRESPONSABILIDADE
Bebê de 1 aninho entra em coma alcoólico após pai dar cachaça com refrigerante