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Brasil

Brasil tem péssimo índice de internet escolar

6 Jul 2007 - 17h45

O relatório "Lápis, Borracha e Teclado - Tecnologias da Informação na Educação no Brasil e América Latina" foi elaborado pela organização intergovernamental Rede de Informação Tecnológica Latino-americana (RITLA), que integra a Organização das Nações Unidas (ONU), em parceria com o Ministério da Educaçãoe com o Instituto Sangari. O levantamento envolveu mais de 200 países, sendo Argentina, Brasil, México, Nicarágua, Panamá e Venezuela as nações questionadas na América Latina, e mediu o acesso às tecnologias de informação especialmente a partir da educação.

O estudo constatou que, apesar de concentrar um enorme volume de usuários - acima de 30 milhões - o Brasil encontra-se, na América Latina, atrás de Chile (28,9%), Costa Rica (21,3%), Uruguai (20,6%) e Argentina (17,8%), e na posição 76 entre os 193 países do mundo pesquisados pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), com 17,2% de sua população total com acesso à internet, em proporção referente a 2005.

"Quase todos os países da América Latina estão muito atrasados, exceto Chile, Argentina, Uruguai e, em parte, o Peru", afirmou o sociólogo argentino Julio Waiselfiz, autor do estudo.

De acordo com o levantamento, o Maranhão é o estado com menor número de casas com computador, 3,6%. Pouco mais de 14% dos estudantes têm acesso à internet e cerca de 22% dos professores também. Em um colégio na periferia de São Luís os alunos e a secretaria da escola dividem um único computador, que sequer tem acesso à internet. Já no Distrito Federal, 37% das casas têm computador, o maior índice de penetração de acesso do país. A pesquisa mostra que o maior percentual de acessos à internet também está na capital, Brasília: 41,2% da população, enquanto a taxa média brasileira é de 17,2%.

O sociólogo afirma que no Brasil o acesso à internet entre cidadãos de classes sociais altas chega a ser 154% maior do que o índice de acesso entre populações carentes de estados da Região Nordeste, enquanto na Suécia - líder mundial em inclusão digital - o índice de acesso é até quatro vezes maior entre classes sociais mais baixas.

Segundo o presidente da RITLA, o argentino Jorge Werthein, "as companhias privadas, especialmente provedores de Internet, não atendem os municípios menores e mais pobres" por questões de rentabilidade. O especialista assinalou ainda que o governo deve cobrar que a iniciativa privada "assuma parte desta responsabilidade social" extendendo o acesso à internet em zonas rurais e de menor concentração de renda.

"Mas o número de computadores por escola não quer dizer nada. Não significa que estejam sendo usados e, além disso, mais da metade dos equipamentos está ultrapassado com funcionando mal", assinalou Waiselfiz.

Os números mostram que, principalmente nas regiões mais pobres, muitos usuários da rede procuram centros de acesso pago que cobram por hora e ficam todos os dias cheios. Entre os estudantes de baixa renda, 2% usam a internet nos centros pagos e 3,1% têm acesso à rede nas escolas, enquanto no Chile esse índice passa de 28%.

"Há um longo caminho que temos que percorrer para chegarmos. Temos 15 anos de processo pela frente", diz o coordenador da pesquisa.

Segundo Waiselfiz, o problema na maioria dos países latino-americanos é que "o processo de inclusão digital é apenas tema de discurso e não é posto em prática". O sociólogo assegurou que os governos não só devem realizar investimentos em infra-estrutura e equipamentos como também "devem garantir que as escolas gerem atividades pelo computador e conteúdo digital".

O relatório completo pode ser acessado no site da RITLA (www.ritla.net)

 

 

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